Artigos próprios

Por que você não vai cuidar da sua vida?

Desde que criei http://www.facebook.com/naomatouhoje uma das coisas com que mais me delicio são os comentaristas raivosos. Muitas páginas que discutem temas polêmicos bloqueiam quem discorda (às vezes bloqueiam até quem discorda educadamente), eu não, eu gosto, deixo todos lá: os xingamentos, às ofensas à minha etnia – sexo – sexualidade – ou (des)crença religiosa.

E entre os comentaristas raivosos – que infelizmente têm sido cada vez menos numerosos por lá – uma das frases (ou variações dela) mais recorrentes é o “por que você não vai cuidar da sua vida?”.

Curiosamente este é um raciocínio que eu acho que compreendo, e que não acho que esteja apenas entre os opositores raivosos, mas também entre os que desdenham destas questões que trago.

Os movimentos de minorias (ativismos negro, LGBT e feminista) convenceram boa parte das mentes de que seus atos só podem ser bons ou neutros. Nunca serão danosos, perversos, contraproducentes.

Boa parte das pessoas, quando olham para um feminista escrevendo palavras de ordem na parede de uma universidade pública, não enxergam um delinquente destruindo o patrimônio pago – e muito caro – com o suado dinheirinho dos impostos que o seu Zé, o auxiliar de pedreiro, deixou no supermercado quando foi comprar uma bandeja de frango Aurora.

Olham para estas delinquentes como pessoas que pelo menos estão lutando por um mundo melhor: mais igualitário : menos ‘machista’, apenas – talvez – não usando os melhores métodos.

O ‘por que você não vai cuidar da sua vida?’ que leio com tanta frequência dos críticos mais raivosos que aparecem na página – e que creio profundamente que seja ‘escrito silenciosamente’ por muitas pessoas que caem nos meus textões – tem a mesma natureza.

Não importa que o GRUPO GAY DA BAHIA e a o NÚCLEO DE INCLUSÃO SOCIAL DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO mintam descaradamente em seus relatórios de mortes motivadas por preconceito contra homossexuais.

O que importa é que eles – pelo menos – estão fazendo um esforço pra tornar o preconceito contra os homossexuais menor, e eu, estou fazendo o que? Porque eu não deixo eles fazerem o trabalho deles – ainda que não com aquela excelência epistemológica toda – em paz? Por que esta minha implicância?

1 – Estas pesquisas custam dinheiro público, direta e indiretamente – aquele dinheiro que eu pago quando vou comprar sorvete no supermercado e que seu namorado paga quando te leva ao motel – que poderia estar sendo usado no combate a problemas reais, em vez de combater problemas fictícios criados por pesquisadores como Luiz Mott, Eduardo Michels, Suane e Milena.

Quantos milhões em recursos públicos não deixariam de ser usados em publicidade contra violência anti-LGBT, em delegacias especializadas e violência anti-LGBT, em financiamento de passeatas contra violência anti-LGBT se a sociedade estivesse consciente de que os dados alarmantes de violência anti-LGBT são fundamentalmente construídos de distorções como a inclusão de mortes por infarto, bala perdida, capotamento, troca de tiros com policial, atropelamento em via expressa, complicações pós-cirúrgicas, mortes não elucidadas e suicídio como tendo sido todas mortes motivadas por ódio anti-LGBT?

Os links abaixo nem de perto dão conta do montante de gastos públicos destinados a ações e organizações de combate à violência anti-LGBT, mas dão uma tênue ideia do tamanho do investimento público – pago com o meu e seu dinheiro – neste ativismo.

http://www.portaltransparencia.gov.br/convenios/convenioslistageral.asp?bogus=1&Pagina=1&TextoPesquisa=grupo%20gay%20

http://www.portaltransparencia.gov.br/convenios/convenioslistageral.asp?bogus=1&Pagina=1&TextoPesquisa=grupo%20arco

http://www.otempo.com.br/capa/brasil/ministério-da-cultura-aprova-liberação-de-verba-para-parada-gay-1.1534554

https://extra.globo.com/noticias/brasil/parada-gay-deve-atrair-3-milhoes-em-sao-paulo-21487522.html

Se a sociedade for corretamente informada dos fatos – de que décadas de pesquisa neste campo promovidas pelo GRUPO GAY DA BAHIA, e muito recentemente espalhadas por outras organizações, como a UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO, têm de fato apresentado apenas uma série de relatórios bogus e alarmistas que inflam os resultados de ‘crimes homofóbicos’ com inúmeros casos de mortes por causas naturais, por relação com atividades criminosas, por acidente ou por violência urbana de alvo inespecífico (bala perdida, troca de tiros em reação a assalto…) será que a sociedade vai continuar desejando que estes milhões dos nossos parcos recursos sejam investidos nestas pesquisas e nos subprodutos dela (as instituições e eventos construídos para combater a violência que elas inventam existir), ou será que vamos preferir que sejam investidos em pesquisas honestas que visem combater problemas reais?

2 – Você é gay ou lésbica? Me responda o que te faria melhor à mente?

a) Saber que existem centenas de maníacos a solta pelas ruas – dispostos a tirar sua vida apenas por você preferir fazer sexo com pessoas do mesmo sexo que você – como o GRUPO GAY DA BAHIA e a UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO se esforçam bizarramente pra te convencer?

b) Saber que – na verdade – a maioria das pessoas listadas nas famosas pesquisas do GRUPO GAY DA BAHIA e da UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO sobre o assunto na verdade morreram por envolvimento com o crime organizado, por acidente de trânsito, mortas pelos seus companheiro (também homossexuais), mortas em disputa de ponto de prostituição (com outros homossexuais)?

O que te deixaria psicologicamente mais saudável? Menos constantemente aterrorizado apenas pela sua orientação sexual?

O pixador feminista que escreve palavras de ordem nas paredes do Palácio Universitário da UFRJ vai aumentar consideravelmente os gastos públicos na manutenção do prédio – reduzindo consideravelmente a verba disponível para comprar equipamentos destinados a investigar novos tratamentos para doenças tropicais.

Os pesquisadores do GGB e da UFRJ – que tentam transformar uma mulher que morreu em perseguição policial depois de ter assaltado um carro ou um travesti que morreu atropelado por dois veículos enquanto tentava atravessar uma rodovia em ‘vítimas de crimes  homofóbicos’ – não são apenas pesquisadores incompetentes cheio de boas intenções.

Eles estão usando verbas públicas para construir uma histeria que tem profundos impactos nos orçamentos públicos da maior parte das unidades federativas – senão todas – além de produzir efeitos perversos sobre a psique de pessoas homossexuais, as quais passam a estar constantemente aterrorizadas com um cenário que – a bem da verdade – não existe.

Cuide da sua vida: rejeite as distorções estatísticas fabricadas e vendidas pelos movimentos extremistas de minorias.

~~ Daniel Reynaldo

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