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“é uma comparação que nem sequer devia ser feita”: Rafael Nadal instaura nova onda de mimimi progressista

O tenista Rafael Nadal – atual primeiro lugar do ranking masculino da ATP – teve que responder à uma das mais recorrentes perguntas feitas por jornalistas a homens bem sucedidos nos últimos anos.

Uma jornalista questionou, na cara dura, se ele achava justo que os tenistas profissionais homens ganhem mais que as tenistas em posições semelhantes do ranking. A resposta foi curta e grossa: “é uma comparação que sequer devia ser feita”.

O tenista lembrou o óbvio: que o salário de atletas depende da resposta popular que recebem. Jogos masculinos atraem mais público: tanto às arenas quanto aos aparelhos de televisão. As jogadas tendem a ser mais rápidas, precisas, emocionantes. Os campeonatos costumam ser mais equilibrados e disputados.

O maior público gera maior riqueza aos patrocinadores e realizadores: é em função desta maior geração de riqueza que os patrocinadores e realizadores aceitam lançar mão de maiores investimentos para garantir a participação dos melhores atletas em seus eventos ou campanhas publicitárias.

Em algumas profissões – por motivo idêntico – lembrou Rafael, acontece o contrário. Modelos femininas ganham mais que modelos masculinos, pelo exato mesmo motivo.

O esporte – aliás – é um campo ótimo para demonstrar o non-sense anti-econômico desta noção feminista de que homens e mulheres “que fazem a mesma coisa” devem, obrigatoriamente, “ganhar salários iguais”.

Perceba que, no esporte profissional, ninguém ganha salário idêntico por “fazer a mesma coisa”.

Os jogadores Lucas Paquetá, Ederson e Diego Ribas do meu Flamengo líder isolado rumo ao hepta e rumo a Abu Dabi (se nada der errado, de novo) “fazem a mesma coisa”: não apenas são ambos jogadores profissionais de futebol (mesma profissão) como jogam no mesmo time (mesma empresa) e são meio-campistas (mesmo cargo).

Contudo, o salário de Diego é algumas vezes maior que o de Paquetá e do que o de Ederson.

Diego é jogador com carreira internacional, ídolo, goleador, desequilibra constantemente as partidas a favor do Flamengo, arma o time, tem postura de líder e é respeitado como um líder natural pelos demais colegas.

Paquetá é uma jovem promessa do time, em começo de carreira. Ederson é um jogador tão experiente quanto Diego, mas menos talentoso, com atuações menos constantes, marca menos gols, não tem o mesmo apelo junto à torcida nem ao resto do time.

Se comparamos em relação a times diferentes, temos que apenas 5 dos principais craques do Flamengo ganham mais que todo o elenco do Botafogo. Estamos falando de times que jogam as mesmas ligas de um mesmo esporte.

Obviamente as variáveis que explicam o motivo de Ribas ganhar mais que Ederson e Paquetá juntos, ou de Ribas ganhar o dobro do salário do maior ídolo do elenco do Foguinho são os mesmos motivos que explicam o porquê de Rafael Nadal ganhar muito mais do que ganha Serena Williams.

Se Paquetá, Ederson, e Jefferson fossem mulheres, talvez estivessem protestando com o machismo da sociedade que se recusa a pagar o mesmo a homens e mulheres para “fazer a mesma coisa”.

Como ainda são homens… só dá pra se contentar com seus salariozinhos de 90, 210 e 350 mil reais por mês… e olhar com inveja pro Diego, que além de mais pintoso, é mais rico e mais talentoso… puta concorrência desleal.

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