Rio de Janeiro, 10 de junho de 2018

O tenista Rafael Nadal – atual primeiro lugar do ranking masculino da ATP – teve que responder a uma das mais recorrentes perguntas feitas por jornalistas a homens bem-sucedidos nos últimos anos.

Uma jornalista questionou, na caradura, se ele achava justo que os tenistas profissionais homens ganhem mais que as tenistas em posições semelhantes do ranking. A resposta foi curta e grossa: “é uma comparação que sequer devia ser feita”.

O tenista lembrou o óbvio: que o salário de atletas depende da resposta popular que recebem. Jogos masculinos atraem mais público: tanto às arenas quanto aos aparelhos de televisão. As jogadas tendem a ser mais rápidas, precisas, emocionantes. Os campeonatos costumam ser mais equilibrados e disputados.

O maior público gera maior riqueza aos patrocinadores e realizadores: é em função desta maior geração de riqueza que os patrocinadores e realizadores aceitam lançar mão de maiores investimentos para garantir a participação dos melhores atletas em seus eventos ou campanhas publicitárias.

Em algumas profissões – por motivo idêntico – lembrou Rafael, acontece o contrário. Modelos femininas ganham mais que modelos masculinos, pelo exato mesmo motivo.

O esporte – aliás – é um campo ótimo para demonstrar o nonsense antieconômico desta noção feminista de que homens e mulheres “que fazem a mesma coisa” devem, obrigatoriamente, “ganhar salários iguais”.

Perceba que, no esporte profissional, ninguém ganha salário idêntico por “fazer a mesma coisa”.

Os jogadores Lucas Paquetá, Ederson e Diego Ribas do meu Flamengo líder isolado rumo ao hepta e rumo a Abu Dabi (se nada der errado, de novo) “fazem a mesma coisa”: não apenas são ambos jogadores profissionais de futebol (mesma profissão) como jogam no mesmo time (mesma empresa) e são meio-campistas (mesmo cargo).

Contudo, o salário de Diego é algumas vezes maior que o de Paquetá e do que o de Ederson.

Diego é jogador com carreira internacional, ídolo, goleador, desequilibra constantemente as partidas a favor do Flamengo, arma o time, tem postura de líder e é respeitado como um líder natural pelos demais colegas.

Paquetá é uma jovem promessa do time, em começo de carreira. Ederson é um jogador tão experiente quanto Diego, mas menos talentoso, com atuações menos constantes, marca menos gols, não tem o mesmo apelo junto à torcida nem ao resto do time.

Se comparamos em relação a times diferentes, temos que apenas 5 dos principais craques do Flamengo ganham mais que todo o elenco do Botafogo. Estamos falando de times que jogam as mesmas ligas de um mesmo esporte.

Obviamente as variáveis que explicam o motivo de Ribas ganhar mais que Ederson e Paquetá juntos, ou de Ribas ganhar o dobro do salário do maior ídolo do elenco do Foguinho, são os mesmos motivos que explicam o porquê de Rafael Nadal ganhar muito mais do que ganha Serena Williams.

Se Paquetá, Ederson, e Jefferson fossem mulheres, talvez estivessem protestando com o machismo da sociedade que se recusa a pagar o mesmo a homens e mulheres para “fazer a mesma coisa”.

Como ainda são homens… só dá pra se contentar com seus salariozinhos de 90, 210 e 350 mil reais por mês… e olhar com inveja pro Diego, que, além de mais pintoso, é mais rico e mais talentoso… puta concorrência desleal.

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