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GRUPO GAY DA BAHIA: uma fraude, mas com ‘bons’ selos de autenticidade – quem são seus principais aliados?

Já comentei muito aqui sobre a fraude descarada, a manipulação desavergonhada em que consiste a pesquisa anual sobre crimes homofóbicos ocorridos no Brasil, feita pelo GRUPO GAY DA BAHIA, que vem a ser a principal inspiração deste blog/página cuja função é discutir as manipulações de informação quanto ao ativismo de minorias em geral.

Se você segue este blog – ou a página facebook.com/naomatouhoje – sabe que este famoso “estudo” do GRUPO GAY DA BAHIA nada mais é do que um amontoado de relatos de mortes aleatórias que, em sua grande maioria, nada podem ser honestamente associadas com homofobia.

O antropólogo Luiz Mott e seus colegas reúnem mortes de heterossexuais (alguns deles assassinados por homossexuais), mortes por causas naturais, mortes por suicídio, mortes por acidente, mortes de homossexuais assassinados por outros homossexuaismortes por complicações pós-cirúrgicas, mortes de heterossexuais assassinados fora do Brasil, mortes de homossexuais envolvidos com o crime organizado em uma planilha e a ONG divulga esta lista como fosse um relatório de casos de “crimes homofóbicos”.

Mas como é que tanta gente acredita piamente em um cenário fictício bizarramente forjado por uma ONG obscura sediada no nordeste do país?

O grande fato é que o GRUPO GAY DA BAHIA (assim como outras instituições que fazem trabalhos semelhantes, como a UFRJ, o Instituto Avon e a ANTRA) não trabalha sozinho: ele conta com alguns preciosos aliados.

Estes aliados cumprem a função de dar popularidade e ares de “credibilidade” aos dados falsos inventados pela ONG.

Que aliados são estes? Vou falar de “três” dos principais neste post.

ANISTIA INTERNACIONAL

A Anistia Internacional é um dos apoiadores oficiais da ONG baiana atualmente presidida pelo político Marcelo Cerqueira e coopera com esta ONG na produção e divulgação dos dados.

A Anistia é uma ONG internacional de suposta defesa dos direitos humanos. A mais famosa e internacionalmente respeitada neste campo.

Embora não seja uma instituição governamental, ela é geralmente influente nos altos escalões políticos da maioria das nações ocidentais. Seus “especialistas” costumam ter contatos diretos com presidentes, reis, ministros, congressistas dos mais diversos países, bem como com a grande imprensa.

Produzem documentos e campanhas que acabam pautando diretrizes políticas no campo dos “direitos humanos” e influenciando a cobertura jornalísticas sobre assuntos como violência, economia, preconceito… quando você ouve falar do “pessoal dos direitos humanos” geralmente quem está sendo referenciada é a Anistia Internacional.

A Anistia usa constantemente os dados do GRUPO GAY DA BAHIA em seus documentos sobre “homofobia” no Brasil e no Mundo, dando a estes dados um ar de credibilidade, devido ao peso que a marca Anistia Internacional carrega.

ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS

No campo da “luta pelos direitos humanos” a ONU exerce papel muito semelhante ao da Anistia Internacional: a diferença básica está no fato de que esta é uma organização supra-governamental em vez de não-governamental.

Sus agências são compostas por políticos e funcionários públicos especialmente designados pelos governantes dos países que a compõem. A Organização Mundial da Saúde, a UNESCO, a UNICEF, a organização sexista ONU Mulheres são algumas das suas principais “filiais” por assim dizer e têm altíssima influência nas questões de saúde, cultura, educação infantil e sexismo mundo afora.

Tenho falado na página também sobre algumas pesquisas toscamente manipuladas sob o patrocínio e divulgação da ONU Mulheres.

A ONU também é apontada no site do GRUPO GAY DA BAHIA como uma apoiadora oficial da pesquisa fraudulenta e os dados sobre “mortes por homofobia” produzidos pela ONG estão sempre presentes nas peças de comunicação das suas agências, aplicando um enorme carimbo de credibilidade sobre a fraude baiana.

Afinal de contas: por mais desonestas que costumem ser as posições tomadas por esta grande organização, ela carrega uma indiscutível confiança entre a população em geral. A maioria das pessoas não faz a menor noção de como a ONU manipula os dados de suas pautas “sociais”.

No momento que as pessoas leem afirmações da própria ONU atestando a validade das afirmações do GRUPO GAY DA BAHIA, elas tendem a sentir pouca necessidade em checá-las antes de assumir como verdadeiras.

JORNALISMO PROFISSIONAL

A despeito do peso das instituições acima, o grande aliado do GRUPO GAY DA BAHIA na propagação de sua famosa fraude é mesmo a grande imprensa: os principais jornais do Brasil e do Mundo são absolutamente unânimes em reiterar a “narrativa” fantasiada por Luiz Mott.

The Guardian – o principal jornal da Inglaterra: ” Mortes violentas da população LGBT no Brasil atingem maior índice de todos os tempos : Ao menos 445 homossexuais brasileiros morreram vítimas de homofobia em 2017, revela novo estudo, seguindo um aumento de 30% em apenas um ano”

Folha de São Paulo – um dos dois principais jornais de São Paulo: ” Brasil patina no combate à homofobia e vira líder no assassinato de LGBTs”

Estadão – o outro principal jornal de São Paulo: “Brasil figura na lista dos mais violentos contra a população LGBTI+”

O Globo – o principal jornal do Rio de Janeiro: “Homofobia mata uma pessoa a cada 25 horas; Norte tem maior índice”

El pais – o principal jornal da Espanha: “Por que é melhor usar o termo LGBTfobia no lugar de homofobia? : O Brasil é o país que mais mata LGBTs do mundo. Segundo um levantamento do Grupo Gay da Bahia, em 2017, foram 445 mortes de pessoas LGBTs”

The New York Times – o principal jornal do mundo: “Brazil enfrenta uma epidemia de violência anti-homossexual”

UOL – um dos dois principais portais de notícias do Brasil: “ONG aponta recorde de LGBTs mortos no Brasil em 2017; “dói só de lembrar”, diz parente”

G1 – o outro principal portal de notícias do Brasil: “BA ocupa 2º lugar em crimes contra LGBTs, aponta relatório do Grupo Gay : Somente em 2016, 32 pessoas foram assassinadas no estado. Para antropólogo, 99% dos crimes têm motivação homofóbica.

Obviamente nenhuma das matérias linkadas acima menciona nem por alto o fato de que fazem parte dos tais “crimes motivados por ódio aos gays no Brasil” casos tão esdrúxulos quanto o de Walker Quagliarello (homem morto de infarto no Tocantins enquanto fazia sexo com um travesti, em seu próprio carro e listado pelo GGB como uma das vítimas de “crime homofóbico” no ano de 2014).

Como é possível desmascarar solitariamente esta e tantas outras manipulações grosseiras e desavergonhadas sobre questões envolvendo “minorias” produzidas por ONGs e acadêmicos de humanas e amplamente disseminadas por organismos como ONU, Anistia Internacional, The New York Times, O Globo, Folha de S. Paulo e Estadão?

Quem ousa desafiar e contestar as narrativas de ONGs, ativistas, “estudiosos” de humanas e grande mídia sobre temas como “estatísticas de homofobia”, “diferenças trabalhistas entre homens e mulheres”, violência doméstica “contra a mulher”, questões raciais… tende a ser visto como um tipo de terraplanista, um negacionista da ciência. As distorções promovidas pela esquerda progressista nestes campos são tão grotescas quanto bem disseminadas.

Mais do que um trabalho de formiguinha, mais do que uma guerra de Davi contra Golias, parece mesmo uma empreitada de gente que não bate muito bem das ideias.

É exatamente isso que ouço e leio frequentemente.

“Maluco: você quer discutir esta questão com os maiores especialistas no assunto? Com a ONU? Com a Anistia Internacional?

Você realmente acha que se o GRUPO GAY DA BAHIA classificasse casos de mortes por causas naturais, mortes de heterossexuais assassinados por homossexuais, mortes por acidente de trânsito, mortes por complicações pós-cirúrgicas… como sendo crimes homofóbicos… se esta pesquisa fosse apenas uma peça de propaganda para obter verbas públicas no combate a um mal inventado, para obter doações, para ganhar cargos públicos comissionados e eletivos… os maiores especialistas na área e os grandes meios de comunicação já não teriam desmascarado estas fraudes?”

Realmente é uma luta de Davi contra Golias, sem grandes chances de vitória do moleque contra o gigante: mas eu vou continuar rodando meu estilingue e tacando minhas pedrinhas, por aqui.

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