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Desta vez Pabllo Vittar levou a mentira do GRUPO GAY DA BAHIA longe demais

A mentira do GRUPO GAY DA BAHIA sobre o número de mortes de LGBTs no Brasil não tem perna curta. As pernas dela – na verdade – são bem longas.

E Pabllo Vittar acaba de ajudar a espalhar o famoso boato. O cantor pop foi convidado para escrever uma carta para a revista estadunidense de música e cultura Billboard – falando sobre a questão LGBT no Brasil:

 

Manxs,

Muitos de vocês não sabem quem sou, mas deixa eu me apresentar: sou um cantor gay e também uma drag queen em um país extremamente preconceituoso, o Brasil.

Vamos conversar sobre ironias? Por mais que a visão que as pessoas têm de morarmos em um país alegre, divertido e com a maior parada LGBTQ+ do mundo também é o país que mais nos mata (dados da Anistia Internacional).

(…)


Na verdade, os tais dados que Pabllo mencionou são produzidos pelo GRUPO GAY DA BAHIA e apenas divulgados pela ANISTIA INTERNACIONAL.

A tal pesquisa que o Pabllo faz referência é um amontoado de mortes aleatórias que incluem suicídios, mortes por causas naturais, mortes de heterossexuais , mortes por acidente e mortes fora do Brasil.

Talvez o Brasil até seja de fato o país em que mais ocorrem assassinatos de homossexuais (com cerca de 60 mil assassinatos por ano, eu não me surpreenderia que também fosse o que mais mata pessoas com olhos castanhos, o que mais mata pessoas com olhos azuis, o que mais mata anões e o que mais mata portadores de miopia grave no olho direito), mas isto não pode ser afirmado honestamente.

Não se pode afirmá-lo, porque não existe pesquisa confiável sobre o montante de mortes de LGBTs no Brasil.

E também não há pesquisas confiáveis sobre o montante de mortes de LGBTs em nenhum país no mundo.

O que existe são pesquisas feitas nas coxas, como esta do GRUPO GAY DA BAHIA, que se baseiam em coleta de notícias de mortes aleatórias em sites jornalísticos e redes sociais, e cujos dados o Pabllo usou em sua cartinha à Billboard.

E o detalhe mais importante: a maioria das mortes listadas pelo GRUPO GAY DA BAHIA – mesmo as que realmente foram assassinatos de homossexuais – nada têm a ver com preconceito contra LGBTs, como o cantor insinua: são mortes de criminosos, mortes cometidas por homossexuais contra homossexuais ou mortes resultantes da alta taxa de criminalidade a que todos os brasileiros – heterossexuais ou não – estamos expostos.

REFERÊNCIAS:

1 Links que comprovam que os números que a Anistia divulga são os do GGB :

https://anistia.org.br/28-de-junho-dia-orgulho-lgbti

https://anistia.org.br/noticias/brasil-lidera-numero-de-assassinatos-de-diversos-grupos-de-pessoas-em-2017-aponta-anistia-internacional-em-novo-relatorio/

2 Saiba mais sobre a pesquisa do GRUPO GAY DA BAHIA:

https://naomatouhoje.blog/2018/06/06/5-crimes-homofobicos-do-grupo-gay-da-bahia-em-maio-de-2018-o-numero-4-vai-te-surpreender/

https://naomatouhoje.blog/2018/05/19/chequei-uma-checagem-da-agencia-lupa-veja-como-ela-se-saiu/

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