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Sabatina do Jornal Nacional a Jair Bolsonaro mostra a relevância do pequeno – mas honesto – trabalho de ‘Quem a homotransfobia não matou hoje?’ [ sem falsa modéstia ]

Este blog ( e a página no Facebook associada a ele, temporariamente extinta por força de decisão judicial liminar ) nasceu com um objetivo muito pontual: apresentar e debater as bases estatísticas sobre as quais boa parte do discurso progressista de “defesa das minorias” se sustenta.

Há algum tempo eu venho observando e me incomodando com o fato de que uma parcela gigantesca da discussão contemporânea sobre sexismo, racismo e homofobia no Brasil e em todo o Ocidente gira em torno de conceitos que só se mantém de pé mediante manipulações estatísticas grotescas, mas com enorme dispersão pelos veículos de informação (meios de comunicação social, discursos políticos, livros didáticos…) e com enorme penetração no imaginário popular (mesmo, ou talvez até mais, entre as camadas mais educadas).

Há cerca de nove meses decidi me debruçar sobre esta causa e fazer desta página um canal dedicado ao assunto.

Mulheres ganham menos para fazer o mesmo trabalho? Centenas de mulheres são mortas no país apenas por serem homossexuais? O número de mulheres mortas pelos companheiros se diferencia drasticamente do número de homens mortos pelas companheiras, nas mesmas circunstâncias? O Brasil é o país com maior número de mortes motivadas por homofobia do mundo? Trezentos mil adolescentes norte-americanos estão desabrigados por terem sido expulsos de casa pelos pais homofóbicos? Setenta por cento das alunas de ensino superior no Brasil já sofreram violência por parte de seus colegas do sexo masculino?

Estas são algumas das perguntas que já respondi aqui na página – algumas de maneira insistente e reiterada, mas não de maneira tão insistente e reiterada quanto respostas falsas a elas são repetidas aos ventos e aos quatro cantos do mundo.

Ontem a bancada do Jornal Nacional ajudou a dar visibilidade a duas das mais importantes fraudes veiculadas neste campo: a história de mulheres receberem menos que os homens para fazer o mesmo trabalho e a história de centenas de pessoas morrerem todos os anos pelo fato de serem homossexuais, no Brasil.

Ou Renata está muito despreparada, ou Renata foi muito desonesta intelectualmente na formulação das suas perguntas

Uma sessão grotesca protagonizada pela âncora Renata Vasconcellos começa com uma pergunta que – por si só – revela um enorme despreparo ou desonestidade intelectual por parte da entrevistadora.

Ela insinua que os dados da PNAD/IBGE indicam que mulheres recebem menos que homens para exercerem trabalhos semelhantes numa mesma empresa. É falsa a inferência empurrada por Renata ao telespectador e sobre a qual ela inquire o candidato Jair Bolsonaro.

A PNAD é uma pesquisa feita em milhares de domicílios brasileiros e a diferença de aproximadamente 25% entre o salário médio de homens e mulheres é referente às respostas de todos os homens e mulheres entrevistados. A PNAD não faz análise cargo a cargo, função a função, empresa a empresa como Renata insinua.

Bolsonaro poderia ter vencido lembrando apenas isso: que a informação que Renata estava passando não dizia respeito a homens e mulheres fazendo o mesmo trabalho numa mesma empresa, poderia ter lembrado que (assim como não ganham salários idênticos EM MÉDIA) homens e mulheres não entram EM MÉDIA com a mesma idade no mercado de trabalho e nem exercem EM MÉDIA a mesma carga horária nem exercem EM MÉDIA o mesmo número de horas noturnas, entre outras tantas diferenças (a PNAD diz que homens entram mais cedo no mercado de trabalho, exercem mais horas de trabalho semanal nas atividades economicamente produtivas e trabalham mais a noite que mulheres, além de predominarem em atividades mais periculosas e insalubres, por exemplo).

Bolsonaro se limita a lembrar que a CLT já proibe que se pague salários diferentes a empregados ocupados no mesmo cargo e função de uma mesma empresa, e lembra que – mesmo em funções semelhantes – é comum que funcionários ganhem salários distintos devido a aspectos trabalhistas que não necessariamente estarão associados a sexismo.

Usa os próprios jornalistas – se é possível chamá-los assim – como exemplo.

É aí que Renata se destempera toda e dá origem à expressão esbugalhada que deu origem a memes inúmeros de ontem pra hoje.

Grita que as diferenças entre o salário dela e do Bonner são problemas pessoais dela. Ora caralhos, mas isso não é exatamente o oposto do que ela inferiu na pergunta ou eu estou confuso?

Na pergunta ela não queria saber exatamente o que o Bolsonaro iria fazer pra evitar que homens e mulheres exercendo funções semelhantes (caso dela e do Bonner) ganhassem salários tão diferentes (caso dela e do Bonner)?

As gloriosas e onipresentes estatísticas de “morte por homofobia”

Lá pra segunda metade da entrevista é hora da mesma Renata mencionar  a mais famosa das quatro estatísticas que listam mortes de homossexuais no Brasil: a do GRUPO GAY DA BAHIA.

O GRUPO GAY DA BAHIA tem sido uma espécie de mascote desta página.

Venho mostrando que esta ONG e outras instituições listam mortes por causas naturais (como de homossexual morto durante pleno ato sexual com travesti, em seu próprio carro, de infarto), mortes de heterossexuais assassinados por homossexuais (como menina assassinada pelo amante de seu namorado ou pai assassinado por seu próprio filho), mortes fora do Brasil (como de uma menina heterossexual assassinada pelo namorado em Portugal, de um travesti morto de causas naturais na França ou de um gay morto em circunstâncias não esclarecidas em Roma), de lésbica morta em troca de tiros com a polícia enquanto tentava fugir em um carro roubado e casos semelhantes e atribuem a estas mortes a etiqueta de “mortes motivadas por preconceito contra homossexuais no Brasil”.

Os dados que apresentados pela bancada do JN de 1 vítima de homofobia a cada 19 horas no país são falsos.

Eles incluem mortes por causas naturais, mortes de heterossexuais, mortes motivadas por envolvimento com o crime organizado, mortes em condições acidentais, mortes de homossexuais assassinados por outros… estou respondendo a processo por conta de tentar esclarecer a população sobre estas manipulações, estou sofrendo sanções judiciais em caráter liminar (sem que a juíza sequer tenha ouvido minha defesa, portanto) por conta de expor uma pesquisa semelhante (quase idêntica) à do GRUPO GAY DA BAHIA conduzida por outra instituição.

Posso – às vezes – dar uma desanimada, mas tenho que evitar. Afinal de contas, eles não se cansam de disseminar a mentira: não tenho a opção de me cansar de rebater com a verdade.

PARA SABER MAIS SOBRE A PESQUISA DO GRUPO GAY DA BAHIA, QUE LISTA CASO DE HETEROSSEXUAL MORTO POR HOMOSSEXUAL COMO SE FOSSE CASO DE MORTE MOTIVADA POR HOMOFOBIA, VISITE ALGUNS DOS MEUS ANTIGOS POSTS:

https://naomatouhoje.blog/2018/05/19/chequei-uma-checagem-da-agencia-lupa-veja-como-ela-se-saiu/

https://naomatouhoje.blog/2018/06/06/5-crimes-homofobicos-do-grupo-gay-da-bahia-em-maio-de-2018-o-numero-4-vai-te-surpreender/

https://naomatouhoje.blog/2018/06/26/grupo-gay-da-bahia-uma-fraude-mas-com-bons-selos-de-autenticidade-quem-sao-seus-principais-aliados/

PARA LER O QUE JÁ ESCREVI SOBRE DIFERENÇAS TRABALHISTAS ENTRE HOMENS E MULHERES, VEJA ALGUM DOS LINKS ABAIXO:

https://naomatouhoje.blog/2018/05/10/ibge-revela-homens-sao-a-maioria-dos-trabalhadores-infantis-e-trabalham-mais-horas-por-semana-nas-atividades-mais-periculosas/

https://naomatouhoje.blog/2018/06/10/e-uma-comparacao-que-nem-sequer-devia-ser-feita-rafael-nadal-instaura-nova-onda-de-mimimi-progressista/

https://naomatouhoje.blog/2018/05/13/uber-paga-menos-a-mulheres-e-o-motivo-nao-e-aquele-que-voce-pensou-feminista/

PARA SABER SOBRE A PESQUISA CUJAS AUTORAS ESTÃO ME PROCESSANDO E SOBRE A QUAL ESTOU PROIBIDO DE FAZER MENÇÕES POR FORÇA DE DECISÃO LIMINAR, SIGA A PÁGINA, VOLTAREI A FALAR DO ESTUDO DELAS EM BREVE!

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