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Todo dia uma mentira do Grupo Gay da Bahia, até 2019 #30 #31

Como não falei de nenhuma mentira do GRUPO GAY DA BAHIA ontem, hoje trago dois casos.

GRUPO GAY DA BAHIA é a ONG que há mais de 30 anos reúne casos de heterossexual assassinado por homossexual, de homossexual morto de causas naturais na Itália, de homossexual morto de infarto durante ato sexual e de heterossexual assassinada em Portugal e coloca estas mortes em uma lista de “mortes violentas motivadas por homofobia no Brasil”.

É assim que são produzidos os números que vão circular por toda a grande imprensa e conduzir decisões dos três poderes no que diz respeito a políticas de segurança pública, liberdade de expressão, curriculos escolares, destinação de verbas et cetera.

Nesta série tenho a pretenção de contar casos diários extraídos das estatísticas de mortes motivadas por homofobia do GRUPO GAY DA BAHIA. Hoje trago dois casos deste ano:

#30 Pâmela Oliveira da Silva

O travesti Pâmela estava atravessando uma avenida movimentada de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, quando acabou sendo atropelado por uma motocicleta. Com o impacto o motociclista, cuja condição pós-acidente não é informada nos noticiários, foi arremessado a 10 metros de distância e a moto a 30, dando ideia do impacto.

Pâmela foi uma das dezenas de milhares de vítimas de morte em acidente de trânsito. Num país onde – apenas em 2017 – morreram mais de 40.000 pessoas em situações envolvendo automóveis. É previsível que entre estes 40.000 SERES HUMANOS haja PESSOAS de diversas etniais, idades, classes sociais, sexos e – também – orientações sexuais.

Não para o GRUPO GAY DA BAHIA. Para o GRUPO GAY DA BAHIA, quando um homossexual morre atropelado isto é crime de homofobia, mesmo que nada na história aponte algo além de um triste acidente. Para o GRUPO GAY DA BAHIA, Pâmela foi a duocentésíma quinquagésima primeira vítima letal de homofobia no Brasil em 2018.

#31 Aílton Maciel

No país morrem todos os anos cerca de 10.000 pessoas que decidem tirar a própria vida. O motivo clínico comum é a depressão e esta costuma ser desencadeada – para além de razões intrinsecamente biomédicas (predisposições genéticas, alterações no funcionamento do sistema neuro-endócrino devido a senilidade…) por fatores psico-sociais: términos de relacionamento, desemprego, dívidas, pressões constantes familiares…

Como esperado, alguns homossexuais também estão entre estes cerrca de 10 mil casos anuais, e como são tão seres humanos quanto quaisquer outros seres humanos, os homossexuais também estão sujeitos a depressão que pode ser desencadeada por términos amorosos ou por problemas financeiros ou por pressões no trabalho ou até por preconceitos sociais contra homossexuais.

A maioria dos 67 casos de suicídio que o GGB já incluiu na sua lista de mortes motivadas por homofobia são casos em que não se sabe exatamente o motivo que levou a pessoa a tal ato, mas no caso do Aílton parece que havia uma explicação para sua sensação de impotência. Pressões trabalhistas vindas de um superior rígido que vinham sendo colocandas não apenas sobre ele – mas também sobre colegas especificamente do mesmo cargo.

Se entendido como ser humano, como qualquer outro, podemos dizer que não há evidências de que Aílton se matou por ser gay. Se entendemos – como o GRUPO GAY DA BAHIA – que homossexuais são uma categoria especial de seres humanos então, com certeza, Aílton foi uma das mais de 250 vítimas de homofobia em 2018.

REFERÊNCIAS

https://homofobiamata.wordpress.com/2018/08/10/251-pamela-oliveira-da-silva-36-anos/

http://www.hojemais.com.br/app/tres-lagoas/noticia/geral/travesti-morre-ao-ser-atropelada-por-motocicleta-na-capital

https://homofobiamata.wordpress.com/2018/03/12/ailton-maciel-assist-social-suicidio-rn-sao-goncalo-do-amarante/

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