Uncategorized

Todo dia uma mentira do Grupo Gay da Bahia #39

Muita gente ouve e repete por aí que “todos os anos morrem centenas de pessoas LGBT no Brasil devido ao fato de serem homossexuais”.

Esta informação é constantemente transmitida por grandes veículos de comunicação, como a National Geographic, que publicou alguns dias atrás em seu site que houve “445 vítimas fatais da LGBTfobia em 2017, no Brasil”.

Mas o que pouca gente sabe é que. entre estes LGBTs vítimas de homicídios ou suicídios motivados por homofobia no Brasil, o GRUPO GAY DA BAHIA, ONG responsável pela produção dos números inclui:

*Heterossexuais (alguns deles assassinados por homossexuais)
*Pessoas que morreram fora do Brasil (inclusive heterossexuais e pessoas mortas de causas naturais)
*Pessoas mortas por acidente de trânsito
*Pessoas mortas por complicações cirúrgicas
*Homossexuais assassinados por outros homossexuais
*E muitos, mas muitos mesmo, casos de mortes sem esclarecimento, em que afirmar que motivação foi homofóbica (ou qualquer outra) é simplesmente desonesto

Minha intenção com esta série é levar cada vez mais pessoas, aos pouquinhos, a conhecer que tipo de mortes o Luiz Mott e seus auxiliares divulgam – fraudulentamente – como sendo mortes motivadas por preconceito contra LGBTs no Brasil. Uma fraude que tem impactos diversos sobre o funcionamento da sociedade brasileira: a disseminação da histeria, do sectarismo, de políticas públicas discriminatórias…

Ontem falei de um travesti morto de overdose na Itália e que já entrou nos dados de “homofobia no Brasil” de 2018.

O caso de hoje é o de Bianca: um travesti de 32 anos, garoto de programa, e que morreu a facadas (o GRUPO GAY DA BAHIA disse – equivocadamente – que foi a tiros) na cidade de Arhem.

Estamos falando de uma relatório de mortes de LGBTs motivadas por homofobia NO BRASIL. Você sabe em que estado do Brasil fica a cidade de Arnhem? Exatamente: não fica no Brasil, fica nos Países Baixos, também conhecidos como Holanda.

Bianca havia acabado de alugar uma casa na cidade quando logo no primeiro dia foi esfaqueada diversas vezes pelo seu primeiro cliente. Um crime de homofobia? Impossível afirmar (ou excluir) esta possibilidade. Ao incluir a morte de Bianca num relatório que divulga ser apenas de casos de mortes motivadas por homofobia no Brasil, Mott já está mentindo, por afirmar algo que não pode nem ser afirmado nem descartado.

Mas ao divulgar uma morte ocorrida na Holanda como se fosse exemplo de crime homfóbico no Brasil, aí Mott ultrapassou os limites do descaramento.

REFERÊNCIAS

Em neerlandês (use o Google tradutor) : https://www.mounirsamuel.nl/moord-op-bianca-volgens-gelderlander-man-zou/

Em inglês: https://medium.com/@annajayne/remembering-our-dead-september-2017-5ab7be8586af

https://homofobiamata.files.wordpress.com/2018/04/listagem-registros-2017.pdf

View story at Medium.com

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s