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Todo dia uma mentira do grupo Gay da Bahia #40

É possível um heterossexual ser assassinado vítima de homofobia?

Sim! É possível. Pense num ônibus dirigido por um heterossexual e levando 13 homossexuais. Pense que um grupo extremista religioso tenha plantado uma bomba neste ônibus a fim de punir os pecadores e fazer valer a lei de deus por força do medo. Pense que com a força da explosão morram os 14 ocupantes do ônibus e um casal heterossexual que passava ao lado do veículo. Neste caso serão 16 vítimas de homofobia, e 3 delas serão heterossexuais.

É este tipo de desculpa que o professor antropólogo Luiz Mott usa para tentar justificar suas mentiras quando inclui heterossexuais como sendo vítimas de homofobia no Brasil em seu relatório anual do Grupo Gay da Bahia. Mas é desculpa esfarrapada.

O que Mott faz mesmo é incluir –  em seu relatório de crimes de ódio anti-LGBT no Brasil – homossexuais mortos em circunstâncias que envolvam homossexuais, mesmo que a situação nada tenha a ver com homofobia, mesmo que o assassino seja também homossexual, ou mesmo que o crime nem tenha ocorrido no Brasil.

LUIZ MOTT JUSTIFICATIVA
Mott frequentemente usa a justificativa de que inclui heterossexuais que foram mortos por serem confundidos por gays ou por terem defendido gays (de atos homofóbicos), mas a justificativa dada por Mott é falsa.

Imagine a seguinte situação: um ônibus contendo 13 turistas homossexuais e 1 motorista heterossexual é metralhado por traficantes que – por conta da cor e do formato do veículo – confundem o carro com uma destas viaturas que levam policiais militares em ações que necessitam de grande contingente.

Neste caso pouco importa se havia ou não homossexuais entre as vítimas, não se pode falar de homofobia, já que a motivação da chacina nada terá a ver com a sexualidade das vítimas. Assim é o caso de hoje:

Michele Santana morava em Lisboa, Portugal junto com sua irmã, Lidiana Santana, a qual era lésbica e namorava Thayane Milla Mendes Dias. Dinai Alves Gomes é o principal suspeito e – segundo o Ministério Público – mantinha um caso extra-conjugal com Michele em Portugal, mesmo tendo família (mulher e filhos) no Brasil.

Quando o amante de Michele descobriu que ela estava grávida teve medo de que a história vazasse e acabasse com seu casamento aqui no Brasil. A decisão – criminosa e injustificável, mas não homofóbica – foi, de acordo com o Ministério Público, assassinar a amante. Diante do risco de ser denunciado pela cunhada e sua namorada, teria assassinado também as duas.

Um crime contra homossexuais e heterossexuais, mas cuja motivação nada teve a ver com homofobia e sequer ocorreu no Brasil.

Estas minúcias pouco importam a Mott e sua trupe. Ao GRUPO GAY DA BAHIA importa é ter inflada um pouco mais a lista de crimes motivados por homofobia no Brasil, mesmo quando o crime não foi nem motivado por homofobia, nem no Brasil.

REFERÊNCIAS

https://www.dn.pt/sociedade/interior/brasileiro-suspeito-de-matar-tres-mulheres-em-portugal-foi-acusado-5657359.html

https://homofobiamata.files.wordpress.com/2013/02/ggb-registros-20161.pdf

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