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Cada día una mentira del Grupo Gay da Bahia #65 ( Edición especial)

Que o GRUPO GAY DA BAHIA é responsável pela produção das estatísticas de mortes motivadas por homofobia no Brasil que são anualmente divulgadas por todos os grandes órgãos de imprensa você já sabe.

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Levantamento fraudulento do GRUPO GAY DA BAHIA é principal fonte para a disseminação de notícias falsas sobre mortes motivada por homofobia na grande imprensa

Que – para fabricar os números do relatório anual do GRUPO GAY DA BAHIA – o antropólogo Luiz Mott e seu fiel escudeiro Eduardo Michels misturam mortes por causas naturais, mortes de heterossexuais assassinados por homossexuais e mortes de travestis que tiveram parada cardíaca em Londres ou sofreram overdose em Roma você também já sabe.

Você já deve saber até que o GRUPO GAY DA BAHIA listou entre as vítimas de homofobia no Brasil em 2018 um rapaz que foi assassinado em 2008.

Mas os relatórios do GRUPO GAY DA BAHIA guardam histórias do arco da velha e quanto mais eu mexo naquela bagunça travestida de pesquisa mais eu me surpreendo: imagina só quem em 2016 o GRUPO GAY DA BAHIA classificou como sendo a 266ª vítima de crime homofóbico no Brasil o travesti LORENA REYES MANTILLA que morreu em Tenerife, na Espanha.

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O nome de Lorena aparece na 266ª posição da planilha do GRUPO GAY DA BAHIA em 2016, a mesma usada por Mariana Alvim na composição da notícia falsa publicada pelo O Globo

Até aí, nada de espantoso: o GGB já listou mortes diversas na Holanda, no Reino Unido, na Espanha, em Portugal e na Itália como sendo crimes homofóbicos no Brasil. De modo geral são homossexuais ou parentes de homossexuais brasileiros que foram para o exterior e que lá foram mortos (alguns por overdose, outros assassinados e outros por causas naturais ou desconhecidas).

Mas Lorena merece uma edição especial: Lorena era venezuelano!

Um homossexual venezuelano é morto na Espanha e o GRUPO GAY DA BAHIA inclui a morte no relatório de assassassinatos de LGBTs no Brasil.

Então você não sabia como surge a lenda de que o Brasil é o país com mais alto índice de crimes homofóbicos do planeta? Pois então, é assim.

REFERÊNCIAS

RELATÓRIO “ASSASSINATOS DE LGBT NO BRASIL 2016”  DO GRUPO GAY DA BAHIA EM 2016 ( vale a pena dar uma lida no texto para ver como as informações contidas no relatório não condizem com o que é encontrado na planilha de dados ) : https://homofobiamata.files.wordpress.com/2017/01/relatc3b3rio-2016-ps.pdf

PLANILHA DE DADOS ( ANEXO DO RELATÓRIO, PÁGINA 6 DO DOCUMENTO ANTERIOR ) COM A LISTAGEM DE TODAS AS 343 MORTES : https://homofobiamata.files.wordpress.com/2017/01/planilha-2016.pdf

NOTÍCIA FALSA PUBLICADA PELO O GLOBO COM BASE NO RELATÓRIO “ASSASSINATOS DE LGBT NO BRASIL 2016” DO GRUPO GAY DA BAHIA : https://oglobo.globo.com/sociedade/homofobia-mata-uma-pessoa-cada-25-horas-norte-tem-maior-indice-20819002

NOTÍCIA SOBRE A MORTE DE LORENA PUBLICADA EM SITE ESPANHOL : https://www.laopinion.es/sociedad/2016/12/12/lorena-dramatico-final-mujer-luchadora/731593.html

3 comentários

  1. Olá, todo bien? Soy Jeferson, brasileño y pesquisador de la homofobia en Brasil, há alguns años he trabajado con los datos del GGB e luego percebi que eran confusos, pero tenemos el problema de no existir una base de datos para nos basarmos. Importante denúncia usted hace….

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  2. Ok, denuncia importante. Mas vocês ocorrem no mesmo erro. Na tabela diz que Lorena era Venezuelana. E vocês a descrevem como um homem homossexual, mas era mulher trans. A própria notícia que vocês trazem diz no título que ela era uma mulher lutadora. Então qual a razão de classificar essa mulher como um homem homossexual? Mentir e manipular como daz o GGB? Denuncia de um lado para agir como eles do outro?

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    1. Felipe, obrigado pelo comentário e pelas críticas, com as quais não concordo, mas nas quais vejo sinceridade.

      1. De fato Lorena é informado na lista como tendo morrido em Tenerife, Ilhas Canárias, Espanha. Eu também informo isso, inclusive com um print da lista.

      Acontece que (vide a matéria que mencionei e o próprio documento do GGB que linkei) o relatório do GGB não é amplamente divulgado como sendo um “relatório de mortes por assassinato ou causas naturais ou acidente ou suicídio ou complicações cirúrgicas de heterossexuais ou homossexuais no Brasil ou fora do Brasil por motivos homofóbicos ou não”.

      Ele é amplamente divulgado como sendo um “relatório de LGBTs assassinados por motivos homofóbicos no Brasil”, é assim que o GGB o propagandeia, então o fato de ter incluído escondido numa tabela dentro do relatório que alguns casos são fora do Brasil não serve como álibi.

      2. Pessoas transexuais são homossexuais, o sexo não é passível de alteração (isso qualquer defensor da teoria Queer concorda), eu não uso a expressão mulher trans, quando eu uso as palavras “homem” e “mulher” eu estou me referindo ao sexo biológico e não ao “gênero” ou à “expressão de gênero”.

      Para me referir ao gênero auto-percebido eu uso “homem transexual” (para indivíduos do sexo masculino que sejam transexuais) e para me referir à expressão de gênero eu uso “travesti” (lembrando que nem todo homem transexual se trasveste, a expressão de gênero é uma variável independente da identidade de gênero, nisso também concordam todos os manuais de “teoria queer”).

      Ou seja: meu manual de redação segue à norma:

      Sexo biológico: homem ou mulher

      Identidade de gênero: homem transexual (Tiffany) ou mulher transexual (Camille Paglia ou Tammy Gretchen).

      Expressão de gênero: travesti (Tiffany) ou lésbica masculinizada (Tammy Gretchen) ou andrógino (Camille Paglia ou Boy George)

      Abraços!

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