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LESBOCÍDIO revisitado: um dossiê sobre o dossiê

Dossiê LESBOCÍDIO é uma pesquisa conduzida por três pesquisadoras da UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO.

Na publicação oficial do estudo informa-se que o estudo é dedicado a catalogar, monitorar e divulgar casos de “mortes de lésbicas por motivo de lesbofobia ou ódio, repulsa e discriminação contra a existência lésbica” que é como elas definem o neologismo lesbocídio. Será mesmo?

Durante meses afirmei, aqui nesta página e em uma página do Facebook também gerenciada por mim, que não.  Sempre sustentei minhas posições com provas bastante claras.

Acabei sendo processado, julgado e condenado em primeira instância (sob a alegação de ter usado palavras como “fraude” e “mentira” e de ter usado uma imagem das pesquisadoras em algumas das postagens). Durante a maior parte do período em que o processo esteve em andamento fui proibido de postar sobre este estudo na página bem como foi determinado que eu apagasse todo o conteúdo.

As pesquisadoras pleiteavam indenização por danos morais e também que eu fosse impedido de voltar a falar sobre elas ou sua pesquisa bem como que as minhas páginas fossem deletadas previamente. Venceram quanto ao pedido de indenização, mas a justiça negou censura prévia de modo que posso retornar agora a falar sobre tal estudo. Evitarei retornar ao uso das palavras “fraude” e “mentira” para me reportar sobre as informações não verdadeiras contidas na pesquisa LESBOCÍDIO.

Me concentrarei neste post a apresentar todas as provas que possuo e deixar a você, leitor honesto e alfabetizado, a decisão de adjetivar tal pesquisa com os adjetivos que melhor achar que cabem.

PARA JULGAR ESTE CASO SERÁ NECESSÁRIO QUE VOCÊ ACESSE OS SEGUINTES DOCUMENTOS:

1. O Dossiê LESBOCÍDIO, documento oficial da pesquisa: https://dossies.agenciapatriciagalvao.org.br/fontes-e-pesquisas/wp-content/uploads/sites/3/2018/04/Dossi%C3%AA-sobre-lesboc%C3%ADdio-no-Brasil.pdf

2. O print da página no Twitter que foi mantida por alguns meses pelas pesquisadoras e depois apagada (mas que consegui salvar em formato PDF antes que fosse deletado): https://drive.google.com/file/d/1zt0nsIXMlH41Ol46QVqIbpJ2aIU7HFIu/view?fbclid=IwAR2xK5hHicu3wuaft5gl_dgWI_1_ignRu9cNk3xwGYSgw5_3ctPl3RZTgNI

3. O site oficial da pesquisa: https://www.lesbocidio.com/lesbocidios-nacionais

4. A página oficial da pesquisa no Facebook: https://www.facebook.com/lesbdados

Se você deseja entender melhor esta história, talvez valha a pena assistir o vídeo abaixo, em que o professor de Direito da Universidade Federal de Ouro Preto falando sobre o caso de forma detalhada, clara e sucinta.

MAS POR QUE A PÁGINA DO TWITTER FOI APAGADA?

As pesquisadoras até aproximadamente março de 2017 listavam em 3 páginas distintas quais eram as mortes que elas estavam classificando como se fossem exemplos de mulheres mortas pelo fato de serem lésbicas no Brasil desde o ano de 2014. Uma destas páginas era hospedada no Facebook, outra no Twitter e outra (a mais completa e detalhada de todas) no WordPress.

Quando comecei a publicar aqui neste blog e na minha página no Facebook que as tais mortes que as três pesquisadoras responsáveis pelo estudo estavam na verdade listando casos de traficante e assaltante lésbica morta pela polícia em troca de tiros, de lésbica atropelada pelo automóvel da própria mãe em circunstancia meramente acidental, de lésbica que cometeu suicídio por desilusão amorosa ou de lésbica morta pela namorada enciumada elas deletaram duas das páginas e apagaram todo o material que comprovava quais mortes elas vinham considerando na terceira. Consegui salvar o conteúdo de uma das três através de uma impressão em PDF e venho pleiteando junto à CONTROLADORIA GERAL DA UNIÃO que as pesquisadoras cedam detalhes sobre as demais mortes que classificaram e continuam classificando como sendo casos de mortes de lésbicas por motivo de lesbofobia ou ódio, repulsa e discriminação contra a existência lésbica.

Avancemos para uma lista de casos classificados pelas 3 estudiosas como sendo casos de LESBOCÍDIO e sobre os quais consegui informações.

Julgue se as pesquisadoras, que trataram estes casos como sendo casos de “mortes de lésbicas por motivo de lesbofobia ou ódio, repulsa e discriminação contra a existência lésbica” em um estudo que realizado em nome da UFRJ e com recursos de agências de fomento à produção científica estão falando a verdade ou… se não estão falando a verdade.

VITÓRIA GRACIANO RAMOS

Vitória estava chegando em casa com os familiares na madrugada de 24 para 25 de dezembro de 2017, noite de Natal. Desceu do carro de sua mãe, abriu o portão, retornou para o carro, mas desta vez, já dentro do quintal da residência, sentou no capô do veículo ainda em movimento.

Por uma enorme infelicidade escorregou do capô para por sob as rodas do carro em movimento: uma morte trágica, uma imensa infelicidade.

Uma morte motivada por preconceito contra mulheres homossexuais? Na opinião de três pesquisadoras da UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO, sim.

NOTÍCIA SOBRE A MORTE DE VITÓRIA: https://dhojeinterior.com.br/riolandia-jovem-escorrega-de-capo-de-veiculo-em-movimento-e-morre-atropelada/

FABIOLA OLIVEIRA MENEZES

Fabiola era uma criminosa de alta periculosidade: já tinha sido presa com dezenas de quilos de cocaína. Tinha conhecido envolvimento prévio com assaltos a mão armada. Ao morrer estava dirigindo um carro que havia acabado de roubar. Numa troca de tiros com a Polícia Militar do Amazonas foi baleada, perdeu o controle do veículo roubado que dirigia, capotou e morreu.

Seus dois comparsas sobreviveram e foram presos.

Não creio que este seja um caso de morte motivada por ódio contra lésbicas, as pesquisadoras da UFRJ acham que é. E você, o que acha? Se quiser, você pode me responder aqui.

NOTÍCIA SOBRE A MORTE DE FABÍOLA: https://www.acritica.com/channels/manaus/news/mulher-morre-e-dupla-e-presa-apos-perseguicao-policial-e-troca-de-tiros-na-zona-norte

MICAELA FERREIRA AVELINO

Homossexuais são seres humanos como quaisquer outros, exceto pela preferência por fazer sexo com parceiros do mesmo sexo. Por isso não é de se espantar que logo após falar de uma mulher morta por ser criminosa, agora falemos de uma mulher honesta, trabalhadora, que vivia temerosa da enorme violência urbana em seu estado, e que acabou sendo vítima desta violência. Vítima da ação de criminosos como a Fabíola de que falei mais acima.

Micaela era proprietária de uma barbearia. Há apenas 20 dias antes de sua morte ela havia tido seu estabelecimento assaltado. Em busca de mais segurança, tomou a decisão de mudar o endereço da sua loja para um lugar que julgava ser menos arriscado.

Infelizmente apenas no segundo dia de funcionamento no novo endereço sua loja foi novamente invadida por criminosas, foi feita refém, houve tiroteio entre seguranças e assaltantes e Micaela acabou atingida acidentalmente pelo segurança, que tentava atingir o criminoso.

Micaela entrou para as estatísticas de mulheres mortas pelo fato de serem homossexuais que a UFRJ anda divulgando pela grande mídia.

NOTÍCIA SOBRE A MORTE DE MICAELA: https://g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte/noticia/um-mes-antes-de-ser-morta-em-roubo-a-carro-forte-refem-desabafou-natal-esta-entregue-aos-bandidos.ghtml

GAIA BARBARA MOLINARI

Caso que ficou muito famoso pelo fato de a vítima ser uma turista italiana, a morte de Gaia continua sem esclarecimentos quanto a autoria ou a motivação. Bem, esta é a versão oficial da Polícia do Estado do Ceará, porque a UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO trata o caso como crime motivado por ódio contra lésbicas, afinal de contas, Gaia foi assassinada, e era lésbica, então que outro motivo poderia ter sido?

Bem, eu não acho que baste que uma lésbica seja assassinada para que seja verdade que ela foi vítima de “lesbocídio: morte de lésbicas por motivo de lesbofobia ou ódio, repulsa e discriminação contra a existência lésbica”.

Mas o que eu acho é pouco importante aqui. Me diga o que você acha.

NOTÍCIA SOBRE A MORTE DE GAIA:

http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/editorias/seguranca/online/caso-gaia-policia-inicia-novas-diligencias-para-elucidar-homicidio-de-italiana-1.1921842

TALITA EVELIN RIBEIRO

Lesbocídio, repito insistentemente, é uma palavra usada para se referir especifica e exclusivamente aos casos de morte de lésbicas por motivo de lesbofobia ou ódio, repulsa e discriminação contra a existência lésbica. Esta definição não é dada por mim, mas pelas três estudiosas da UFRJ responsáveis pelo tal estudo, que você pode conferir no link nº 1 que passei no começo desta postagem.

Fico perplexo em notar, como você pode checar no link nº 2, que as tais pesquisadoras atribuíram à morte de Talita tal classificação. Surpreende pelo fato de que a assassina de Talita foi Eliene Alves, uma mulher lésbica e namorada de Talita.

Será mesmo que a lésbica Eliene matou a lésbica Talita por por motivo de lesbofobia ou ódio, repulsa e discriminação contra a existência lésbica?

O que você acha?

NOTÍCIA SOBRE A MORTE DE TALITA:

https://www.rdnews.com.br/policia/policia-prende-mulher-que-matou-e-incendiou-corpo-da-parceira-em-mg/83330

VANESSA CRISTINA DE SOUZA FERREIRA

Como já enfatizado anteriormente, exceto pelo fato de fazerem sexo com pessoas do mesmo sexo, homossexuais são seres humanos como quaisquer outros. Essa sempre foi e sempre será uma firme convicção do autor deste blog.

Como seres humanos, homossexuais são passíveis de sofrer depressão; como seres humanos, homossexuais são passíveis de sofrer por desilusão amorosa. A depressão é o principal motivo clínico de suicídio e desilusões amorosas são um desencadeador costumeiro de depressão.

Vanessa sofria de ambos, e acabou se matando. Em uma mensagem de despedida, ela explicou que a razão era uma desilusão romântica.

Jamais eu faria piada com isso: já sofri da mesma dor que Vanessa sofria e na época tive também ideações suicidas. Mas terá sido, a morte de Vanessa, um caso que carrega evidências de morte de lésbicas por motivo de lesbofobia ou ódio, repulsa e discriminação contra a existência lésbica?

No meu entender as pesquisadoras não falaram a verdade quando classificaram este caso desta maneira. E no seu entender?

NOTÍCIA SOBRE A MORTE DE VANESSA:

https://www.folhadosulonline.com.br/noticias/detalheid/26406

JANAÍNA DA SILVA

Crime bárbaro e premeditado foi a morte de Janaína da Silva, acossada em seu local de trabalho, pega de surpresa e sem chance de defesa, foi golpeada por mais de 20 vezes com um facão. O crime foi filmado pelas câmeras de segurança do estabelecimento e demonstraram a frieza e premeditação da lésbica.

Outro caso de lésbica assassinada por outra lésbica que a UFRJ classificou como caso de morte de lésbica por motivo de lesbofobia ou ódio, repulsa e discriminação contra a existência lésbica.

Como você classificaria a pesquisa da UFRJ? Você pode responder aqui.

NOTÍCIA SOBRE A MORTE DE JANAÍNA:

http://ipaumirim.com/noticias/policia/mulher-morta-em-juazeiro-ex-presidiaria-baleada-terca-feira-em-juazeiro-morreu-esta-manha-no-hospital

PAULA RAIANE GOMES DA SILVA

Criminosa reiterada, com várias anotações por crimes contra o patrimônio, inclusive crimes com uso de violência (assalto a mão armada), Paula foi morta a tiros por homens que não foram identificados.

Segundo pesquisadoras da UFRJ responsáveis pela pesquisa LESBOCÍDIO, trata-se de mais um caso de lésbica morta por ser lésbica.

NOTÍCIA SOBRE A MORTE DE PAULA:

http://ipaumirim.com/noticias/policia/mulher-morta-em-juazeiro-ex-presidiaria-baleada-terca-feira-em-juazeiro-morreu-esta-manha-no-hospital

CAMILA SEVERINA GOMES DE LIMA

Assassinada a facadas pela namorada por ter ameaçado terminar o relacionamento entre as duas. Mais um caso de lésbica assassinada por outra lésbica. Mais um caso listado pela UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO como sendo um caso de morte por motivo de lesbofobia ou ódio, repulsa e discriminação contra a existência lésbica.

NOTÍCIA SOBRE A MORTE DE CAMILA:

http://www.patosverdade.com/informacao/policial/adolescente-acusada-de-homicidio-e-apreendida-nesta-manha-a3226.html

DAYANA CARLA DE AZEVEDO

Mais uma lésbica criminosa morta em circunstâncias não totalmente esclarecidas. Dayana era traficante de drogas e morreu vítima de diversos disparos de arma de fogo, chegou a ser socorrida, internada, passou por cirurgias, mas não resistiu.

A polícia desconhece a autoria dos disparos.

Já a UFRJ sabe até a motivação: morte por motivo de lesbofobia ou ódio, repulsa e discriminação contra a existência lésbica.

NOTÍCIA SOBRE A MORTE DE DAYANA:

http://www.blogcardososilva.com.br/mototaxista-sofreu-tentativa-de-homicidio-nesta-noite-de-quarta-em-caico/

NILDA PEREIRA

O caso de Nilda é um dos mais bizarros. Ela entrou no Dossiê LESBOCÍDIO como tendo sido um dos casos de morte de lésbica por motivo de lesbofobia ou ódio, repulsa e discriminação contra a existência lésbica de 2017, mas ela morreu em 2007. E mais: a polícia não desvendou o caso, sabe-se que Nilda foi morta a facadas próximo de casa, mas não se sabe de verdade qual foi a autoria ou motivação do crime.

Você pode checar as informações nesse link, uma versão salva da antiga página oficial da pesquisa LESBOCÍDIO (que foi deletada assim que comecei a publicar minhas críticas ao método do estudo).

Que nome você daria a uma pesquisa que inclui crime sem autoria e motivação esclarecidos ocorrido em 2007 foi classificado pela UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO como exemplo de morte por motivo de lesbofobia ou ódio, repulsa e discriminação contra a existência lésbica? Verdade, ou mentira?

NOTÍCIA SOBRE A MORTE DE NILDA:
http://gazetaweb.globo.com/portal/noticia-old.php?c=175508&e=

[ ESTE REDOSSIÊ LESBOCÍDIO SERÁ ATUALIZADO EM BREVE COM MAIS CASOS DE MORTES QUE FORAM CLASSIFICADAS PELAS ESTUDIOSAS ESPECIALISTAS EM LESBOCÍDIO DO INSTITUTO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS SOCIAIS DA UFRJ COMO TENDO SIDO CRIMES MOTIVADOS POR PRECONCEITO CONTRA MULHERES HOMOSSEXUAIS]

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