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1 ano de “Quem a homotransfobia não matou hoje?”

Parabéns para nós todos!

22/11/18, faz 1 ano que decidi que poderia fazer algo para colaborar com os esforços de tanta gente empenhada em enfrentar a hegemonia do pensamento regressista (que gosta de ser chamado de progressista) e que tentaria fazer este algo através de Quem a homotransfobia não matou hoje?.

Há alguns anos eu comecei a me dar conta do tamanho de manipulação que existe nos discursos dominantes nas universidades e na grande mídia sobre questões associadas a desigualdade, discriminação, preconceito, violência com base em sexo, sexualidade e etnia.

A minha primeira observação neste sentido veio de uma experiência profissional: no IBGE descobri in loco que as informações brutas produzidas por aquele órgão sobre diferenças entre homens e mulheres são muito distintas dos discursos de políticos progressistas, professores de Ciências Humanas e Sociais e grandes órgãos de imprensa.

Me interessei e passei a pesquisar recorrentemente sobre o assunto. Assim fui conhecendo (via internet, quase sempre) outras pessoas ao redor do planeta que compartilhavam das mesmas preocupações: grandes intelectuais ou pequenos ativistas virtuais.

Gente como Christina Hoff Sommers, Thomas Sowell, Camille Paglia, Karen Straughan, Erin Pizzey, Maria de La Paz Toldos Romero, Eli Vieira, Clarion de Laffalot, Dave Rubin, Milo Yannopoulos, Janet Radcliffe Richards e so on.

Fui também observando que o mesmo padrão de manipulação existente no mito da desigualdade salarial se espalha por tudo aquilo que Helen Pluckrose, James A. Lindsay e Peter Boghossian resolveram chamar de “grievance studies” ou, em bom português, estudos de mimimi.

Os danos provenientes destas manipulações não podem ser ignorados: gastos públicos diretos e indiretos jogados no ralo de um ativismo desonesto, sectarismo social, histeria generalizada, proliferação de leis discriminatórias. Eu não quero continuar vivendo num mundo de Malcom Xs, eu sempre preferi Martin Luther King Jr.

Foi depois de ler “Dangerous”, do Milo Yannopoulos, que eu decidi que poderia dar a minha pequena parcela de contribuição. E era nesse campo que eu iria fincar minha batalha. Queria criar um espaço pequeno, mas confiável, de material sobre estatísticas, estudos, discurso midiático relacionado a questões de minorias

Algo que chegasse a poucos, mas de modo consistente: com links que comprovassem as minhas alegações, com passo-a-passo que permitisse a checagem de cada ponto que eu afirmasse, que educasse sobre como encontrar os dados por conta própria, que tivesse potencial pra se multiplicar.

Como vocês sabem, este pequeno trabalho já me deu muita dor de cabeça: processo aberto por pesquisadoras insatisfeitas com o fato de que publicizei denúncias muito bem embasadas expondo graves falhas na atividade acadêmica delas, condenação por conta destas mesmas denúncias, agressões físicas, cárcere privado.

Ex-morador de rua durante a infância, ex-vendedor de bananada e paçoquita no trem durante toda a adolescência e juventude, morador durante quase a vida toda de uma perigosíssima favela nos cocorutos do Rio de Janeiro, mulato escuro… eu poderia ter usado o fato de ser a perfeita “vítima da sociedade” para ter feito muita coisa na vida, mas nunca foi da minha índole: nunca precisei ser levado algemado pra uma delegacia ou ouvir o bater de um martelo de madeira contra mim no tribunal.

Foi o fato de ter criticado severa e publicamente a três estudiosas pelo fato de elas tratarem morte acidental como se fosse crime motivado por preconceito contra lésbicas que me fez ser conduzido pela primeira vez na vida a uma delegacia pela Polícia Militar, na condição de suspeito; pela primeira vez na vida sentar no banco dos réus; e pela primeira vez ser condenado por um ilícito (o ilícito de ter chamado de mentirosas a pessoas que andam espalhando este tipo de informação).

Os revezes (pros quais eu estava preparado desde o início) não foram suficientes para impedir que a página expandisse um pouquinho o conhecimento sobre os métodos que costumam reger os estudos de desigualdade, preconceito e violência contra minorias e os vícios mais comuns no discurso em torno destes assuntos.

Sei que pra algumas pessoas se tornou referência, muitas descobriram coisas que nunca imaginariam (em uma enquete de algum tempo atrás 80% dos seguidores disseram que não faziam ideia do caráter grosseiro do “estudo” do GGB) e algumas até se viram motivadas a começar trabalhos parecidos.

Obrigado por cada compartilhamento, like, comentário, indicação da página em debates sobre temas correlatos! Muito obrigado! Se você quiser dar um presente material à página, é só clicar neste link e doar qualquer valor: https://pag.ae/bjDfRlM

Se tudo der certo, em 22 de novembro de 2019 teremos feito um pouquinho mais pra diminuir o sectarismo e o ódio com base em sexo, raça e sexualidade promovidos por boa parte da intelectualidade acadêmica e da imprensa profissional e teremos ajudado mais um pouco a desalavancar a disseminação de ignorância sobre estes temas.

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