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Mortes “por homofobia” do Grupo Gay da Bahia diminuem em 2018

O GRUPO GAY DA BAHIA ainda não encerrou suas contas de mortes motivadas por homofobia em 2018, mas a tendência é de queda em relação a 2017.

No ano passado foram 445 mortes notificadas pela ONG fundada pelo etnólogo e antropólogo Luiz Mott. Destas, 403 aconteceram entre janeiro e novembro. Já em 2018 foram 371 casos no mesmo período.

Compare alguns dados de ambos os anos:

MORTES FORA DO BRASIL

Em 2017 o GRUPO GAY DA BAHIA inseriu três mortes ocorridas fora do Brasil em seu relatório de crimes homofóbicos no Brasil: uma morte por causas naturais em trânsito São Paulo – Paris, uma morte por causas desconhecidas em Roma e um assassinato nos Países Baixos.

Já em 2018, o GGB só incluiu um único caso, um travesti morto por overdose na Itália.

ASSASSINATOS COMETIDOS POR COMPANHEIROS LGBT

Pelo menos 18 das mortes listadas pelo GRUPO GAY DA BAHIA como se fossem mortes motivadas por homofobia em 2017 se trataram de crimes cometidos por companheiros e ex-companheiros (também homossexuais).

Até o momento, em 2018, o GGB listou 11 casos de assassinato sabidamente cometido por companheiro homossexual da vítima e 1 por ex-companheiro.

COMPLICAÇÕES DEVIDO A USO DE SILICONE INDUSTRIAL

Em 2017 houve pelo menos dois casos de morte devido a complicação por uso de silicone industrial: os travestis Verônica Rios e Sahra Hills. Em 2018 identifiquei um caso, o também travesti Adrielly Oliveira.

SUICÍDIOS

Já no quesito suicídio o número cresceu.

No entendimento dos estudiosos do GRUPO GAY DA BAHIA homossexuais não se suicidam pelos mesmos motivos que os demais seres humanos: término de relação amorosa, dificuldades financeiras, diagnóstico de doença grave.

Todos os casos de suicídio de homossexuais, dizem os especialistas da ONG sediada no Pelourinho, são provocados por homofobia institucionalizada.

Sendo assim, os estudiosos do Pelourinho contabilizaram 58 suicídios em todo o ano de 2017 e já chegaram aos 86 apenas nos 11 primeiros meses de 2018. Tudo indica que as manchetes jornalísticas do ano que vêm alardearão este crescimento com grande estardalhaço, mesmo que a ocorrência de 86 suicídios de homossexuais num universo de 11 mil casos anuais não constitua de fato um número alarmante.

MORTES DE HETEROSSEXUAIS

Em 2017 os pesquisadores responsáveis pelo relatório do GRUPO GAY DA BAHIA haviam incluído 12 casos de heterossexuais no seu relatório anual de crimes homofóbicos, um dos casos foi o de Manoel Francisco de Souza, homem heterossexual que foi morto pelo filho homossexual ao tentar impedir que este matasse uns desafetos na rua.

Em 2018 foram incluídos apenas 3 casos de mortes de pessoas heterossexuais até o momento, uma delas foi Wellington Pires, que foi morto a facadas, por vingança, após uma discussão e troca de socos em um boteco.

ATROPELAMENTOS ACIDENTAIS

Tanto em 2017 quanto em 2018 o GGB inclui casos de atropelamento meramente acidentais em sua lista de mortes motivadas por homofobia. Em 2017 entraram o travesti Rodrigo Cezar Silva Pereira que tentava atravessar a rodovia Brigadeiro Faria Lima pela faixa de rolagem quando foi surpreendido por dois veículos. Foi também incluída a lésbica Vitória Graciano, que morreu atropelada pelo carro da mãe ao escorregar no mesmo (ela estava sentada do lado de fora do veículo em movimento).

Já em 2018 Ginaldo Silva Góes e Pâmela Oliveira da Silva, ambos travestis, morreram atropelados também em circunstâncias aparentemente acidentais.

Além destes, houve também o atropelamento de Gaby Scheifer, que havia sido baleada e foi atropelada enquanto tentava fugir. O principal suspeito do assassinato de Gaby é outro travesti.

CRIMINOSOS LGBT ASSASSINADOS

Muitas das vítimas de homofobia do GRUPO GAY DA BAHIA são na verdade pessoas homossexuais envolvidas com atos ilícitos, em geral crimes contra o patrimônio e tráfico de entorpecentes.

Em 2017 tivemos como exemplos o traficante Wagner Pereira Soares, a assaltante Elicris Muniz da Silva e sua namorada Roseli Domingos Correia e o ladrão Jhonata Luiz da Silva Ferreira. Todos morreram em circunstâncias que indicam que as atividades criminosas de que eram praticantes tenham sido om elementom motivadores dos assassinatos.

Já em 2018 os traficantes Gabriella Torres, Camila Alves e Diego Nascimento e o assaltante Jocélio Lourenço Pereira são alguns exemplos de pessoas que andavam no mundo do crime, mas que na opinião do GGB morreram apenas por ódio contra LGBTs

MORTES POR CAUSAS NATURAIS

Em 2017, Flávia Luzia da Silva passou mal em uma viagem de avião à Paris e já chegou morto à capital francesa. Em 2018, um homem não indentificado estava passeando por um point LGBT de Curitiba, passou mal e acabou vindo à óbito.

Mortes por causas naturais também são motivadas por homofobia, segundo o GRUPO GAY DA BAHIA.

CRIMES NÃO ELUCIDADOS

Mortes por assassinato, mas que não tenham a autoria e a motivação esclarecida correspondem a imensa maioria dos casos listados pelo GGB. São pessoas mortas em locais ermos, sem testemunhas, muitas vezes a pessoa não tinha antecedentes criminais e a família não conhecia elementos que pudessem suspeitar autoria.

Para o GRUPO GAY DA BAHIA pouco importa. Será sempre classificado como homofobia.

FONTES

RELATÓRIO GGB 2017 : https://homofobiamata.files.wordpress.com/2018/04/listagem-registros-2017.pdf

LISTAGEM GGB 2018: https://homofobiamata.wordpress.com/inicio/

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