O filósofo Alysson Augusto, mestrando em Filosofia pela PUC-RS, vlogueiro e administrador da página Eu defendo a liberdade da expressão, MAS 2.0 afirmou com todas as letras maiúsculas: “PUTA ENQUETE MAIS DIFÍCIL Q RESPONDI NA VIDA”.

O internauta Ruan Brückner acompanhou o raciocínio: “meuamigo, enquete mais tensa que já votei……”

A página Quem a homotransfobia não matou hoje? propôs aos seus seguidores uma eleição entre duas das pesquisas engajadas em fabricar números de mortes motivadas por ódio aos homossexuais no Brasil.

Uma delas é o Relatório Anual do GRUPO GAY DA BAHIA: uma pesquisa feita há décadas e que lista casos de morte por infarto em Londres, morte de homossexual venezuelano assassinado na Espanha, morte por overdose em Roma e morte de heterossexual assassinado por homossexual como se fossem casos de mortes de LGBTs motivadas por homofobia no Brasil.

A outra é a pesquisa LESBOCIDIO da UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO. A pesquisa começou a ser publicada ano passado e apresenta casos de mortes de lésbica assaltante trocando tiros com a polícia enquanto dirige carro roubado, lésbica morta dentro de boca-de-fumo por traficante de quadrilha rival, lésbica morta em acidente de trânsito… e divulgam todos estes casos como se fossem “mortes motivada por lesbofobia”.

A enquete já tinha sido feita uma vez, mas teve que ser apagada por decisão liminar estabelecida por uma juíza do Rio de Janeiro.

Após a queda da limitação judicial a pergunta foi recolocada: qual dos dois estudos seria o “preferido” dos seguidores da página?

Alguns se negaram a responder, foi o caso de Marcelo DePaula, que disse ser “impossível escolher” entre os dois “estudos”.

Outros atentaram para o fato de que a pesquisa da UFRJ é financiada com recursos públicos (embora as estudiosas insistam em dizer que não). Foi o caso de Cleber Aurélio, que justificou sua “preferência” pela universidade carioca assim: “UFRJ por ser bancada com dinheiro público e se recusar a divulgar a metodologia mesmo sob mandado judicial.”

José Manuel Walker argumentou em defesa do seu voto na UFRJ também com base no uso do dinheiro público e na segmentação do vitimismo e na ação judicial movida pelas pesquisadoras que se sentiram “ofendidas” com as críticas trazidas por esta página.

Já o seguidor Djalma Sérgio apontou a tradição como o fiel da balança e justificou assim o voto no GRUPO GAY DA BAHIA

No fim das contas, o estudo produzido no Largo de São Francisco venceu o produzido no Pelourinho por 52% a 48%.

Quem a homotransfobia não matou hoje? parabeniza à UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO e às estudiosas responsáveis pela pesquisa LESBOCÍDIO, pela conquista!

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