Engana-se quem acredita que apenas no Brasil ocorrem manipulações de dados sobre mortes por homofobia como aquelas feitas pelo GRUPO GAY DA BAHIA e outras instituições.

O Brasil é famoso internacionalmente por liderar as taxas de mortes motivadas por homofobia.Frequentemente somos destaque neste quesito de grandes jornais internacionais como o The Guardian, o Le Monde, o NYT ou o El País. Mas isso não se deve ao fato de nossas ONGs serem mais mentirosas, apenas ao fato de possuirmos uma grande população (a 5ª maior do mundo) e uma alta taxa de homicídios per capita ( a 14ª maior do mundo). Estes dois fatores reunidos fazem com que sejamos o país com o maior número de assassinatos do planeta ( e, obvio, entre as vítimas há homossexuais ) produzindo assim bastante matéria prima para que UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO, GRUPO GAY DA BAHIA, REDE TRANS e ANTRA fabriquem seus dados de mortes motivadas por LGBTfobia.

O mesmo tipo de manipulação acontece – contudo – ao redor do mundo, guiada por ONGs semelhantes ao nosso querido GRUPO GAY DA BAHIA.

ESTADOS UNIDOS

Em fevereiro de 2018 o portal Quillete publicou um artigo de Walter Olson intitulado “Não, não há evidência de uma onda de assassinatos direcionada aos gays dos Estados Unidos”.

No artigo, Walter comenta sobre uma matéria alarmista publicada pelo HuffPost dos EUA e intitulada “Por que os assassinatos de homens gays e bissexuais aumentaram em impressionantes 400 por cento?”

A chamada do Huff Post nas redes sociais ainda associava a suposta explosão de crimes homofóbicos a razões políticas. Na página do HuffPost no Twitter podia ser lido “Dica: este surto alarmante se deu a partir da posse de Donald Trump”

Olson, um vlogueiro e escritor membro do importante think tank liberal Cato Institute ficou intrigado com a notícia do HuffPost e fez o mesmo dever de casa que eu costumo fazer aqui: foi à página da ONG responsável pela fabricação dos dados ( no caso, a “National Coalition of Anti-Violence Programs”, uma espécie de GRUPO GAY DA BAHIA do Tio Sam ) e verificou de que mortes se estava falando.

A primeira coisa que o escritor nota é que o número de mortes listadas pela tal ONG é irrisório diante do total de assassinatos masculinos. Nos EUA morreram 11.821 homens assassinados em 2016, então Olson estranha que a ONG afirmasse que apenas 20 homossexuais tinham morrido em 2017 e apenas 4 em 2016 ( o motivo é que, assim como o GRUPO GAY DA BAHIA, a NCAVP aplica uma metodologia amadora e epistemologicamente inútil, baseada em clipping de notícias ).

Como Olson nota: “O primeiro problema com os dados é aquele que os defensores do NCAVP não fazem nenhum esforço para esconder:o banco de dados recém-lançado consiste apenas em assassinatos relatados a eles . Entre suas fontes estão “reportagens da mídia, relatórios policiais ou… nossos programas de membros”. Se mais assassinatos estão sendo trazidos à atenção do NCAVP, é difícil saber se isso reflete um aumento real, ou apenas que o grupo teve mais sucesso em receber notícias.”

Isso é muito importante! Frequentemente órgãos como GRUPO GAY DA BAHIA ou UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO divulgam aos quatro ventos: “Números de LESBOCÍDIO aumentam em tantos por cento”. É impossível saber honestamente se um aumento do número obtido por estas instituições reflete um real aumento de assassinatos de homossexuais, ou se reflete apenas um maior número de notícias veiculadas sobre o assunto. A metodologia que eles usam não permite que se faça este tipo de alegação de maneira honesta.

Mas Olson está intrigado em saber se – pelo menos – aquelas 20 mortes anunciadas têm alguma coisa a ver com homofobia. Quelle surprise! O que Olson encontrou foram 4 assassinatos (dos 20) em que de fato havia algum indício que permitisse suspeitar de motivação homofóbica (mesmo que secundária). Nos outros 16 casos não havia nenhum indício que suportasse esse tipo de leitura.

Olson argumenta: “Mesmo um assassinato é demais, mas nenhum dos 20 casos tem uma ligação óbvia com grupos de ódio ou com tensões políticas nacionais, como o jornalista do HuffPost dedica boa parte de sua coluna a insinuar. Nem nada no relatório documenta uma conspiração para matar homens gays, alimentada por inimigos organizados, que conseguiu quadruplicar a taxa de homicídios.”

Olson, assim como eu, entende que crimes homofóbicos podem de fato existir, mas depois de uma análise criteriosa dos dados apresentados ele percebeu que – assim como aqui – os números nos EUA são manipulados para criar uma sensação de epidemia de crimes de ódio, uma histeria política sobre o assunto, quando os casos reais na verdade são pontuais e raros.

TRANSGENDER EUROPE

A ONG Transgender Europe é patrocinada pela Open Society, fundação de propriedade do magnata húngaro George Soros. É a principal organização do ativismo trans no mundo. É esta ONG a responsável pela divulgação anual de que o Brasil é o país que mais mata transexuais do planeta.

Sem título
Site da ONG indica fundação de Soros como uma das financiadoras. União Européia e Governo dos Países Baixos também patrocinam a TGEU

Sua pesquisa é feita em cooperação com ONGs espalhadas por todo o mundo. No Brasil o principal parceiro da TGEU é a Rede Trans.

Veja alguns dos casos de “crimes transfóbicos” que a TGEU divulgou em seu último relatório:

Crime passional entre homossexuais

Bogotá, Venezuela: o travesti Bragly Ordoñez morreu degolado por um namorado em uma briga por ciúmes/traição envolvendo um triângulo amoroso.

O namorado de Bragly havia saído com um terceiro travesti. Ao saber do caso, Bragly agrediu fisicamente o travesti que estava na outra ponta do triângulo. O namorado de Bragly tomou as dores do outro travesti e acabou por cometer o crime. Todos os envolvidos eram homossexuais, mas para a TGEU tratou-se de um crime de ódio motivado por intolerância contra a homossexualidade.

Morte por causas não esclarecidas (possivelmente não assassinato)

Beatriz Presley foi encontrado morto em sua própria cama, sem sinais de violência, sem indícios de que pudesse ter se suicidado, sem sinais de arrombamento na porta. Foi encontrado devido ao mau cheiro, que fez com que vizinhos arrombassem a porta. O travesti era brasileiro e vivia em Porto Velho.

Não se sabe ao certo a causa da morte, mas a narrativa acima (que é a presente nos noticiários disponíveis) aponta para provável morte por causas naturais. Ainda assim, esta foi uma das mortes consideradas como assassinato transfóbico pela TGEU.

Casos de morte por causa incerta (suspeita de assassinato)

O travesti Devudamma foi encontrado morto carbonizado na Índia. As investigações preliminares apontaram morte acidental devido a um curto circuito, mas não foi excluída a possibilidade de assassinato. Devudamma tinha ligações com outro travesti, Yellaji, um líder do ativismo trans que é acusado de ter assassinado alguns outros travestis. Devudamma também havia feito denúncias a polícia sobre ter sido furtado recentemente.

Para a TGEU: crime motivado por ódio transfóbico.

Disputa entre travestis

Xiomara Artunduaga tentou assaltar outro travesti em um ponto de prostituição, gerou uma briga generalizada com outros travestis e acabou morto.

No noticiário há a fala de um parente próximo de Xiomara:”Meu primo tinha nas mãos todas as ferramentas para ser alguém melhor, mas ele escolheu esse caminho e se distanciou de toda a família”.

O crime aconteceu em Bogotá, Colômbia, e segundo a TGEU foi crime transfóbico.

REFERÊNCIAS

WALTER OLSON https://quillette.com/2018/02/11/no-theres-no-evidence-murder-wave-targeting-gay-americans/

RELATÓRIO TGEU 2017 https://transrespect.org/wp-content/uploads/2018/11/TvT_TMM_TDoR2018_Namelist_EN.pdf

BRAGLY http://girardot.extra.com.co/noticias/judicial/aterrador-crimen-del-asesino-transfo-degollo-transexual-ve-361045

BEATRIZ http://rondoniaovivo.com/policia/noticia/2017/10/18/misterio-transsexual-e-encontrada-morta-em-residencia-na-capital.html

XIOMARA http://extra.com.co/noticias/judicial/travesti-mata-travesti-por-evitar-un-robo-una-punalada-al-co-361659

DEVUDAMMA https://www.thehansindia.com/posts/index/Andhra-Pradesh/2017-12-25/Transgender-electrocuted-police-suspect-foul-play–/347848

PESQUISA LESBOCÍDIO DA UFRJ: https://naomatouhoje.blog/2018/11/06/lesbocidio-revisitado-um-dossie-sobre-o-dossie/

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