Agência Dossiê é um projeto encaminhado pelo David Agape e pela Vanessa Dascenzi Bigaran e que é de certa forma uma página filha de Quem a homotransfobia não matou hoje?, tendo sido declaradamente influenciada por esta.

A página foca nas mesmas preocupações e busca o mesmo tratamento honesto dos casos abordados. Estamos inclusive produzindo alguma coisa juntos pra breve como uma revisão dos dados de 2016 do GRUPO GAY DA BAHIA (encabeçada pelo Eli Vieira com colaboração da Agência Dossiê e minha) e uma lista de casos noticiados na mídia de mortes de homens por suas companheiras amorosas ou parentes do sexo feminino em 2018 (que vem sendo feita em conjunto por Agência Dossiê e Quem a homotransfobia não matou hoje?).

Vanessa Bigaran fez um artigo elogioso sobre a postura de Michele Bolsonaro nos primeiros instantes de governo de seu marido.

No artigo a Vanessa começa dizendo que “Em apenas três dias com o título de primeira-dama, Michelle Bolsonaro já chamou mais atenção do que qualquer uma das ex-primeiras-damas que o país já teve. Mais do que um vestido clássico e elegante, Michelle ganhou os holofotes por outra razão: durante a cerimônia de posse de Jair Bolsonaro como o 38º presidente da República, ocupou um lugar de destaque, de forma inédita, se dirigindo aos eleitores antes mesmo do pronunciamento oficial do novo presidente. Não foi um simples discurso, foi um discurso em Libras (Língua Brasileira de Sinais), com uma narradora ao lado. A Libras foi usada até mesmo durante a execução do Hino Nacional no dia da posse.

Em tempos de inclusão social, a atitude deveria ser louvada e aplaudida, reconhecida como um bom feito, mas não é bem isso o que vem acontecendo.”

E termina dizendo que: “Estaremos em alerta para criticar o que for criticável e desmentir o que for mentira. Mas desejo que Michelle exerça um ótimo trabalho durante esse período, uma função tão honrada e desvalorizada por quase 20 anos. Seja forte, Michelle.”

Isto bastou para irritar demais um número significativo de ativistas feministas.

Além de uma manada de ativistas mugindo contra a página nos comentários e de negativações sob a alegação de que a página divulga notícias falsas, o David Agape informou que têm ocorrido também diversas tentativas de logins por computadores desconhecidos ao blog associado à página: uma quase certa tentativa de hackeamento por feministas insatisfeitos com a pluralidade de posicionamentos.

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Alguns dos indignados com a postagem aproveitaram para disseminar ofensas baseadas em sexo, sexualidade e classe social.

O Partido Mulheres Unidas Contra Bolsonaro teve êxito em aumentar a popularidade do candidato do PSL na reta final da campanha eleitoral, ao criar a campanha #EleNão.

Terão estes ativistas feministas o mesmo êxito quanto a página Agência Dossiê? Conseguirão os intrépidos feministas aumentar a popularidade desta nova e importante página de checagem de dados?

A não perder de vista.

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