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Um crime de menor gravidade: digno de penas mais brandas

Em Santa Maria, uma criminosa que teve sua identidade protegida pela Polícia Civil já era conhecida pela polícia: ela tinha antecedentes criminais por ameaça. No dia 13 de janeiro ela estava embriagada e – com ciúmes de seu companheiro – bateu boca com ele durante algum tempo.

O companheiro foi dormir, enquanto estava dormindo a assassina ateou fogo na cama. A casa toda incendiou-se, com o homem, totalmente indefeso, incapacitado de qualquer reação, dentro. Enquanto a casa se incendiava com o seu marido, objeto do seu ciúme doentio, a criminosa fugia.

Presa algum tempo depois a mulher nem chegou a tentar enovelar uma mentira qualquer sobre legítima defesa ou ser vítima de constantes agressões: o motivo do perverso crime havia mesmo sido ciúme por parte dela.

Segundo uma revisão sistemática conduzida pela epidemiologista Heidi Stöckl, publicada pela revista The Lancet e patrocinada pela Organização Mundial da Saúde, a estimativa é de haja dois casos de homens mortos em assassinatos conjugais para cada mulher morta na mesma circunstância no Brasil (para comentários e links, clique aqui ).

Segundo a legislação brasileira, o crime cometido pela assassina anônima de Santa Maria é de menor gravidade do que um crime com as mesmas motivações, meios e efeitos que tivesse sido cometido por um marido contra sua esposa.

Este crime não preenche as condições tipificadoras do crime de “feminicídio”, das quais a mais importante é que a vítima seja mulher ou travesti. Igualdade, eles dizem.

 

Leia também: João Barone publica tuíte mais estúpido do ano de 2019

barone

 

 

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