Ela é a recordista britânica de levantamento de peso feminino

Legisladores, tribunais e federações esportivas de todo o mundo vêm adotando a noção de que ser homem ou ser mulher não tem qualquer relação com o careótipo ou com os aparelho reprodutivo, mas como as percepções subjetivas, mal delimitadas e sujeitas a flutuações de cada indivíduo.

É com base neste princípio que o jogador Tiffany foi aceito como atleta do time feminino do Bauru. Nos EUA a estratégia é disseminada, com várias ligas de diversos esportes estando recheadas de homens que se identificam como mulheres.

Também com base neste princípio os 11 ministros do Supremo Tribunal Federal brasileiro decidiram por unanimidade que qualquer brasileiro pode – no momento que achar oportuno – ir ao cartório e simplesmente solicitar ao escrevente que altere a informação sobre o sexo na sua certidão de nascimento, sem taxas ou qualquer burocracia.

Decisões como estas têm sido tomadas em boa parte das democracias do Ocidente e hoje já são a maioria dos países europeus e americanos a aceitar que um sujeito do sexo masculino seja tratado como mulher para todos os fins legais, ou vice-versa, de acordo apenas com seu gosto e decisão pessoal.

Em alguns países têm sido proposto que quem objetar (mesmo que apenas expressando opinião contrária) a este tipo de decisão pode ser punido por lei, acusado de crime de ódio. Foi este tipo de ameaça que um travesti brasileiro fez ao funkeiro Nego do Borel e à apresentadora de televisão Mamma Bruscheta. Foi também uma discussão sobre um projeto de lei neste sentido que tornou o psicólogo Jordan Peterson globalmente conhecido.

A ampliação deste tipo de raciocínio é especialmente curiosa quando se observa também que, cada vez mais, são criadas legislações que determinam, no mesmo Ocidente contemporâneo, tratamentos legais distintos com base em sexo.

Por um lado cada vez mais são estabelecidas leis que determinam que mulheres tenham privilégios. Por outro lado se amplia e se fortalece o entendimento legal de que qualquer pessoa pode ser mulher (ou homem) e assim deva ser tratada, desde que diga que assim deseja.

Aproveitando desta situação de insanidade coletiva, desta dissonância cognitiva institucionalizada, uma pessoa britânica que trabalha como rapper resolveu usar o esporte para ser mais conhecida mundo afora: Zuby (que, pelos critérios arcaicos que vigoraram durante milênios, era definido como um homem) se inscreveu como mulher (aproveitando-se dos critérios progressistas e descontruídos de nossos tempos) em um campeonato de levantamento de peso.

Bateu o recorde britânico feminino (mesmo sem ser um atleta profissional) e logo depois voltou a se identificar como homem.

Parabenizamos Zuby, pela conquista! Comemoremos todos a grande conquista ao som de hip-hop!

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