Diga a verdade sobre feminicídio: tenha problemas com quem vive de mentiras

CLIQUE AQUI E CONSIDERE ASSINAR ESTE ABAIXO-ASSINADO EM APOIO A PIETRA, FEITO EM RESPOSTA AO ABAIXO-ASSINADO PEDINDO A EXONERAÇÃO DELA, QUE ESTÁ SENDO DIVULGADO POR FEMINISTAS REVOLTADOS COM SUAS IDEIAS ]

A DJ Pietra Bertolazzi arranjou um problemão. A moça – além de DJ – é coordenadora de um projeto social do Governo do Estado de São Paulo: formada em design de moda, ela atua na liderança da Escola de Beleza do Fundo Social de São Paulo, “colaborando com a capacitação de centenas de mulheres em situação de vulnerabilidade”, segundo entrevista de seu chefe, Felipe Sabará, à Sonia Racy, do Estadão.

Mas Pietra tem os seus próprios posicionamentos político-ideológicos. Influenciada por Margaret Thatcher, Pietra se recusa a ver mulheres como vítimas a priori e homens como inimigos. E Pietra sabe fazer as operações elementares, consegue compreender percentuais, não é apenas um rostinho bonito na TV (embora também tenha sido integrante de um reality show da Rede Record algum tempo atrás).

Pietra postou, em sua timeline no Instagram, alguns questionamentos sobre a narrativa progressista mais clichê da atualidade: a balela do feminicídio.

Pietra lembra que a imensa maioria dos homicídios são cometidos contra homens, mas vai além. Usa as estimativas amplamente veiculadas pela grande imprensa e pelo ativismo para inferir que homens são as maiores vítimas de homicídio não apenas quando se trata de assassinatos em geral, mas inclusive quando se trata de assassinato por companheiro amoroso.

Segundo estimativas de um estudo patrocinado pela Organização Mundial da Saúde e publicado na revista The Lancet em 2013, quarenta vírgula cinquenta e quatro por cento das mulheres assassinadas no Brasil são mortas por um companheiro amoroso e apenas seis vírgula cinquenta e quatro por cento dos homens. É esta a informação que é destacada frequentemente pela grande imprensa e pelo ativismo: que 40% das mulheres e “apenas” 6% dos homens morrem de crimes passionais.

Acontece que, como Quem a homotransfobia não matou hoje? já mostrou aqui e aqui, quando se multiplica 40,54% pelo número total de mulheres assassinadas no Brasil e multiplica-se 6,54% pelo número total de homens assassinados, o resultado que se tem é mais homens assassinados, inclusive em se tratando apenas de crimes passionais.

Pietra chegou à mesma conclusão, usando as mesmas fontes e aplicando os mesmos cálculos, e fez um post falando sobre isso em suas redes sociais. Em função do post, Pietra começou a ser alvo de protestos: feministas revoltados exigem que ela seja retirada de seu cargo no Governo do Estado de SP.

Entre os feministas revoltados com a posição ponderada de Pietra está a promotora de “justiça” Gabriela Manssur.

A ativista feminista, que é funcionária do Ministério Público do Estado de São Paulo, disse à reportagem do Estadão que a análise de Pietra é equivocada e que “Ontem, enquanto você estava almoçando, 536 mulheres foram espancadas por seus companheiros no Brasil” [os números apresentados pela ativista carecem de fonte] e ainda convidou Pietra “a passar um dia com ela na Promotoria de Justiça, atendendo mulheres violentadas de todas as formas”.

A DJ, estilista e coordenadora da Escola de Beleza do Fundo Social de São Paulo se limitou a retrucar: “Enquanto tudo isso acontecia, 9 vezes mais homens eram assassinados no Brasil. Mas eles não importam, não é mesmo?”.

Pietra se equivocou nestes números: na verdade, pelos dados de 2017, o número de homens assassinados no Brasil foi cerca de 12 vezes maior do que o número de mulheres.

PARA SABER MAIS SOBRE ESTE CASO E SOBRE OS NÚMEROS E ESTIMATIVAS QUANTO AO HOMICÍDIO DE HOMENS E MULHERES NO BRASIL:

https://cultura.estadao.com.br/blogs/direto-da-fonte/numeros-do-feminicidio-geram-polemica-no-fundo-social-sp/

https://naomatouhoje.blog/2019/03/02/feminicidio-masculinicidio-parceiros-intimos/

https://naomatouhoje.blog/2019/03/04/mais-confusao-nos-numeros-de-assassinatos-da-onu-mulheres/

 

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