A classe política masculina tem sido – quase que unanimemente – cúmplice da produção de leis sexistas no âmbito penal que – além de criarem penas diferentes para crimes iguais a depender do sexo da suposta vítima e do acusado – reduzem as chances de defesa e afastam a presunção de inocência do acusado (quando este for um homem, e a suposta vítima for uma mulher).

Diversas legislações neste sentido vêm passando com apoio massivo de políticos do sexo masculino.

Um exemplo: a PEC 75/19, que propõe que APENAS os homicídios classificados como “feminicídios” se tornem imprescritíveis ( latrocínios e assassinatos de crianças continuariam prescrevendo em 20 anos) foi aprovada por UNANIMIDADE no Senado.

Nenhum senador, homem ou mulher, votou contra. Nenhum senador, homem ou mulher, apresentou substitutivo para que assassinatos de homens ou de mulheres nas mesmas circunstâncias se tornassem imprescritíveis.

A pauta tramita na Câmara dos Deputados. Se aprovada, crimes como os assassinatos de Davi Gustavo Marques de Souza e Rhuan Maycon (duas crianças mortas covardemente por dois casais de lésbicas, suas mães e madrastas, no ano passado) continuarão prescrevendo em 20 anos, mas crimes como o assassinato de Bruna Lícia (mulher morta no começo deste ano, a tiros, pelo marido que a encontrou nua com o amante, na cama do casal) passariam a ser imprescritíveis.

Políticos, todavia, embora geralmente mais protegidos das próprias leis que criam do que a sociedade em geral, também podem acabar sofrendo dos efeitos de leis discriminatórias contra o sexo masculino e do “espírito social” vinculado a elas.

Tudo indica ser este o caso envolvendo o vereador Juliano Modesto, que foi detido no último dia 21 (e posteriormente liberado). O delegado informou que ” (O acusado) foi conduzido por suposta prática de violência doméstica. Foi feito o flagrante, mas não foi ratificada a voz de prisão, já que a própria vítima manifestou que não tinha interesse, não havia testemunhas e as lesões que ela apresentava são incompatíveis com a teórica faca utilizada”.

Acontece que o vereador divulgou um vídeo em que demostra que a tal mulher estava se auto-espancando pela casa. Ao abrir a porta do quarto, o vereador flagra a mulher com o vestido levantado e dando porradas na própria barriga.

Na gravação, ele pede para que ela pare de se bater e ela o acusa de agressão, aos gritos, enquanto continua se espancando.

Após alguns segundos, a mulher se tranca no banheiro, não é mais possível ver o que acontece, mas ouve-se nitidamente um som compatível com o de objetos batendo no próprio corpo (hipótese que se torna mais forte pelo fato de que ela entra no banheiro socando a própria barriga).

Na delegacia, a mulher apresentou as escoriações como “prova” contra o marido.

A evolução do caso, nós veremos a frente.

CASO SEMELHANTE: HOMEM CONTINUOU PUNIDO MESMO APÓS PROVA DE FRAUDE

Um caso famoso e semelhante envolveu a família da ex-paquita Pituxita, no ano passado.

A mulher foi filmada forjando lesões no próprio corpo momentos antes de prestar queixa contra o marido na delegacia. A certeza da impunidade – por parte da paquina caluniadora – era tão grande, que ela não se preocupou em forjar as escoriações em local protegido: o fez em espaço público com câmeras de segurança ao redor.

Apesar das provas da falsidade das alegações, a justiça manteve e renovou a medida protetiva solicitada pela paquita contra o marido.

COMENTÁRIOS DOS INTERNAUTAS

parte 5

No Facebook, um comentário se destaca: uma mulher identificada como Sueli Couto Machado resmunga do fato de o vereador não ter feito nada para proteger a esposa enquanto ela simulava as agressões.

“No mínimo estranho. E o cara filmando, tranquilo, não fez nada para acalmar sua companheira. Nesse caso ele tem culpa , e se ela tem uma arma e se mata ; ele iria continuar filmando.”, disse Sueli.

Até às 21 horas do dia 25 de fevereiro de 2020 o comentário tinha 226 respostas e 385 reações (a maioria de haha). Algumas delas estão a seguir:

Soraia Rodrigues disse que: “Se ele ficasse diziam que estava agredir.. Ele filmou pela sua segurança..”

Luciana Alvarenga também respondeu que: “Certo ele ficar filmando,pq ela está fazendo isto para depois falar que foi ele, Ele tentou sim acalmar ela pedindo para que ela parasse, certo ele só usar palavras, se colocasse a mão daí ela aproveitaria para culpar ele”

Já Gorete Cruz de Queiroz lembrou que “As x ele parou de filmar e pediu ajuda, mas primeiro ele teve que filmar pra provar que ñ foi ele q o agrediu! Pq só em ele falar e ñ ter prova fica difícil! Pq aí vai ser a palavra dela contra a dele!”

Camila Lopes Do Canto perguntou “Tu é retardada Sueli?” e acrescentou “Se ele encosta nela é pior. O certo é filmar. Hj em dia palavra de vagabunda doente é o suficiente pra te por na cadeia por agressão.
Ela não é companheira dele, se ela fosse, não estaria tentando incriminar o marido com falsas acusações.”

E finalmente, Andréa Maria Rocha Sá: “Imagine se fosse sua nora, ou sua cunhada simulando estar apanhando de um filho ou irmão seu, queria ver se o comentário seria o mesmo. Provavelmente estaria nas redes sociais defendendo o filho ou o irmão. Agora quando é com o filho e o irmão dos outros aí vem com discursinho. Essa mulher do vídeo merece ser processada por caluniar o marido, simulando estar apanhando. Falta de caráter dela.”

Soraia, Luciana, Gorete, Camila e Andréa devem servir como lembrança de que a guerra não é entre homens e mulheres, é entre uma ideologia sexista, conhecida como feminismo (que tem adeptos de ambos os sexos) e seus opositores (que também são representados por ambos os sexos).

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