Mas se esse passado é o motivo pelo qual Suzy está na prisão, já não estaria ela cumprindo a pena? Quando lhe será dado o direito ao esquecimento de seus antecedentes, como ocorre com o goleiro Bruno, Guilherme de Pádua e outros algozes de mulheres e crianças? Qual seria o objetivo daqueles que expuseram seu crime?

O Bruno ao qual o trecho acima – retirado de uma postagem recente do Instituto Anis – se refere é o ex-goleiro do Flamengo, condenado como cúmplice do assassinato de sua ex-amante Eliza Samúdio.

Ele foi mencionado pela ativista Iasmim Baima, membro da ONG fundada pela antropóloga Debora Diniz, como exemplo em defesa do travesti que estuprou e matou um menino de 9 anos de idade e acabou se tornando herói de parte da militância identitarista na semana passada.

A militante defendeu que o travesti Rafael Tadeu de Oliveira Santos deva ter direito a não ser criticado publicamente pelos gravíssimos crimes que cometeu, e argumentou: assassinos de mulheres como Bruno e Guilherme de Pádua têm seus passados criminosos esquecidos depois de serem condenados.

Não é novidade alguma que feministas não sejam muito apegados aos fatos concretos e à análise honesta dos mesmos, mas essa doeu até na espinha.

Bruno cometeu um crime menos grave que os de Rafael Tadeu, já foi posto em liberdade condicional (pela menor gravidade de seu ato e não pelos seus privilégios de homem hétero cis).

Todavia, Bruno não consegue um novo emprego como futebolista, e o motivo é exatamente o de que – ao contrário do que mente a ativista Iasmin – seu crime está longe de ter sido esquecido.

Sem título
Instituto Anis afirma que Suzy deve ter direito ao esquecimento de seu passado criminoso, porque assassinos de mulheres têm este direito: realidade desmente discurso feminista

A recente promessa de contratação de Bruno por parte de um time de Mato Grosso foi motivo de protestos de ativistas feministas e da população em geral.

Patrocinadores ameaçaram debandar do clube. O clube voltou atrás e desistiu da contratação. Mulheres representantes tanto do Ministério Público quanto da Defensoria Pública do estado deram entrevistas comemorando a decisão do clube, em desistir de contratar o jogador. Não foi a primeira vez que clubes interessados em contratar o atleta foram alvos de intenso protesto público, geralmente guiado por ONGs feministas locais.

Obviamente Bruno – um homem hétero cis que matou uma mulher adulta – não teve direito ao esquecimento social de seus antecedentes, e possivelmente nunca terá. Bruno era uma personagem famosa quando foi condenado pela morte da modelo.

Rafael Tadeu não era. Rafael Tadeu passou 10 anos no mais profundo esquecimento – aliás, era exatamente disso que ele se lamentava na entrevista: de ter sido esquecido. Até que um dia decidiu – pela mais absoluta e própria vontade – se tornar famoso.

Rafael desejou se tornar famoso sob a máscara de vítima indefesa de uma sociedade intolerante, uma sociedade que odeia os LGBTs em geral e – mais particularmente – os travestis. Colou – para alguns ativistas – durante uma semana. Agora não cola mais para quase ninguém.

O objetivo daqueles que expuseram seus crimes – respondendo a pergunta da feminista – foi exatamente o de destruir a narrativa de que aqueles homossexuais estavam ali, e ali sofriam, devido ao preconceito de uma imaginária sociedade transfóbica e não em função de seus atos individuais.

Glaucia
Glaucia Amaral, Procuradora da Justiça e Presidente do Conselho Estadual da Mulher do Mato Grosso: em entrevista recente, ela considerou que a decisão do Operário de não contratar o jogador foi uma vitória.

Forçar a barra com comparações estapafúrdias como a feita neste recente post, só testemunha ainda mais contra qualquer honestidade que se possa acreditar que a militância “pelos direitos das minorias” tenha.

Mais do que nunca: descansa, militante!

Quem sabe se pararem de tentar beatificar e vitimizar um travesti que estuprou e matou um menino de apenas 9 anos, ele volte ao esquecimento em que esteve durante toda uma década?

LEIA TAMBÉM: PROPAGANDA APRESENTADA POR DRAUZIO SEGUIU MESMA LINHA ARGUMENTATIVA DE ONGS LGBTS

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