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Não importa o que aconteça! Na narrativa fabricada por adeptos da ideologia de ódio dominante é sempre importante destacar que são as mulheres que mais sofrem, e que são os homens que mais se dão bem. Sempre. Sempre! Mesmo que os dados objetivos digam exatamente o contrário.

Há uma piada recorrente entre antifeministas: se a Terra fosse atingida por um enorme meteoro, e cientistas de todo o mundo anunciassem o fim iminente da humanidade, devido aos efeitos ambientais incontornáveis, os portais noticiariam: “Asteroide atinge a Terra, vida no planeta deve ser extinta em poucas semanas: mulheres serão as maiores vítimas”.

Mas não foi em tom de piada que a ex-candidata à presidência dos EUA – Hillary Clinton – disse que mulheres sempre foram as mais afetadas pelas guerras, porque ficavam viúvas e órfãs.

Não foi em tom de piada que o New York Times destacou – em uma extensa matéria – que as meninas latinas estavam situação preocupante de aprendizado, quando apenas meninos latinos estavam em condição pior que a das meninas latinas ( a filósofa Christina Hoff Sommers comenta este caso, no vídeo abaixo).

Não foi em tom de piada que o braço mais sexista das Nações Unidas – a ONU Mulheres – destacou, recentemente, que muitas mulheres vivem em situações precárias de habitação e saneamento básico (mas omitiu a informação de que – no Brasil, por exemplo – só um grupo demográfico vive em condições mais precárias de saneamento básico e habitação que mulheres: os homens ).

Não foi em tom de piada que Aloysia Inyumba, uma política de Ruanda, declarou: “O genocídio em Ruanda é uma tragédia de longo alcance que afetou particularmente as mulheres. Elas agora representam 70% da população, já que o genocídio exterminou principalmente a população masculina

Não foi – portanto – por piada, que mesmo que o novo coranavirus venha matando mais homens do que mulheres, um jornal australiano anunciou, recentemente, que “mulheres vão sentir mais o impacto da doença que homens”. O texto foi publicado dia 16 de março pela jornalista Kelly Burke, do AU News.

Sem título
Os dados sobre a pandemia do novo coronavirus até o momento indicam que homens são a maioria dos infectados e dos mortos, mas quando os dados não suportam a ideologia…

No dia seguinte, a intelectual brasileira Rosana Pinheiro-Machado – professora de Desenvolvimento Internacional da University of Bath – fez uma versão em português da mesma ladainha, agora publicada no site do jornalista estadunidense Glenn Greenwald: o Intercept Brasil. Rosana batizou seu artigo de “Coronavírus não é democrático: pobres, precarizados e mulheres vão sofrer mais“.

O texto da antropóloga apresentava – ora, ora – a ONU Mulheres como uma das fontes: “a ONU Mulheres tem feito diversos alertas sobre como a epidemia afeta mulheres de diferentes maneiras.”


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O motivo apontado por ambas as feministas é a cereja tragicômica em cima do bolo recheado de desonestidade intelectual: mulheres tenderiam a sofrer mais com o novo coronavirus – alegam as feministas do AU NEWS e do INTERCEPT – porque a maioria dos profissionais de saúde são mulheres. “Segundo a Organização Mundial da Saúde, as mulheres representam 70% dos profissionais na linha de frente de combate ao vírus, sendo vulneráveis à infecção e ao estresse.“, escreveu a intelectual antropóloga brasileira.

Ou seja: para dona Kelly e para dona Rosana, a alta e crescente proporção de mulheres em profissões de prestígio social – incluindo Medicina – deve ser vista e anunciada como mais uma prova da “opressão” patriarcal, mas – claro – apenas na hora em que brota uma epidemia global de uma doença infecto-contagiosa nova e potencialmente letal.


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