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O juiz R. Gary Klausner, do Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Central da Califórnia, sentenciou contra a seleção estadunidense de futebol feminino, que trava uma batalha judicial contra a Federação Estadunidense de Futebol. As jogadoras pleiteiam maior igualdade-feminista em relação aos jogadores da seleção masculina.

O juiz negou o argumento central das boleiras. Elas dizem que vêm sendo discriminadas em relação a remuneração e a outros aspectos profissionais. Ainda cabe recurso à decisão.

O magistrado destacou que as mulheres vêm recebendo mais que os homens, tanto em valores totais quanto por partida jogada. Entre 2015 e 2017 as jogadoras receberam uma média de U$ 220 747 por partida realizada com a camisa da seleção, totalizando 24 500 milhões. Já os jogadores ganharam U$ 212 639 por jogo (totalizando 18 500 milhões).

Apesar disso, as “meninas dos EUA” se sentem discriminadas e vítimas de desigualdade salarial. O choro é pelo fato de que elas não ganham nenhuma remuneração quando perdem uma partida (os homens ganham 5 mil dólares) e ganham apenas 1 350 dólares quando vencem (os homens ganham 17 625 dólares).

O juiz reconheceu que o fato de as mulheres ganharem mais não significa que elas não possam estar sendo submetidas a regras injustas. Ocorre, e esta foi a base da decisão tomada pelo magistrado, que as diferenças nas remunerações masculina e feminina são resultantes dos contratos coletivos assinados prévia e separadamente pelos sindicatos que representam ambas as equipes.

Os jogadores da seleção masculina preferiram não receber um salário fixo, e ter direito a um valor maior de bicho por partida jogada.

Já as jogadoras preferiram receber um valor fixo, e abrir mão de uma maior remuneração por jogo disputado. As mulheres ganham cerca de 100 000 dólares fixos, cada uma, para jogar na seleção (dinheiro que os homens não recebem), além de receberem cerca de 65 000 dólares caso atuem na liga feminina de clubes dos EUA.

O contrato das jogadoras também inclui “seguro médico e odontológico, assistência infantil paga, gravidez e licença parental pagas, benefícios de indenização, continuidade do pagamento de salário durante períodos de lesão, acesso a um plano de aposentadoria e bônus múltiplos”, os jogadores homens não têm direito a nada disso. As jogadoras continuam recebendo salário mesmo quando estão lesionadas. Os jogadores do time masculino só recebem alguma coisa quando jogam.

Recentemente, as mulheres passaram a reclamar para si os mesmos bônus por partida jogada que os homens recebem (ignorando o fato de que, pelo alto bônus por partida jogada, os homens abriram mão dos inúmeros benefícios fixos a que elas sempre tiveram direito).

Outras “discriminações”

As feministas da seleção de futebol dos EUA ainda reclamam de outras “desigualdades”.

Elas dizem que ganham apenas 15 mil dólares de prêmio por se classificarem para a Copa do Mundo, enquanto os homens ganham 55 mil pelo mesmo feito. As qualificatórias do futebol feminino se resumem a um torneio de cinco partidas disputadas em duas semanas, as partidas acontecem todas num mesmo local. As qualificatórias masculinas são um torneio de dois anos em que a equipe masculina voa por toda América do Norte e América Central para disputar 16 partidas.

As jogadoras também se sentem discriminadas por terem jogado 3 partidas em grama sintética. Pleiteiam indenização por isto também.

Apesar de ser quatro vezes campeão mundial, o futebol feminino ianque gera menos interesse popular nos EUA que o masculino, que jamais ganhou o título de sua modalidade.

A título de comparação, a liga masculina de 2019 teve 24 times, 408 jogos e uma média de 21 305 pagantes por partida. Já a liga feminina teve 9 times, 108 jogos e uma média de 7 337 pagantes. A seleção masculina costuma ter mais público que a feminina, mas nos últimos anos, impulsionada pelos dois últimos campeonatos mundiais, a seleção feminina gerou mais lucro de bilheteria. Os lucros associados a patrocínio e televisão não são contabilizados individualmente, já que os principais patrocinadores das duas equipes compram os direitos “no atacado”, para todas as modalidades do esporte, tornando difícil a comparação neste aspecto.


igualdade-feminista
i·gual·da·de-fe·mi·nis·ta
sf

1 Qualidade que consiste em que mulheres tenham tratamento discriminatório, injusto e privilegiado em relação aos membros masculinos da espécie humana.

2 O oposto de igualdade.

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