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A expressão “morto apenas por ser (insira aqui o nome da sua minoria predileta)” foi vulgarizada por ativistas identitários, como esta página aqui já denunciou e provou inúmeras vezes, inclusive diante do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Em 2017, uma mulher lésbica foi morta por policiais militares amazonenses: ela estava dirigindo um carro que havia acabado de roubar acompanhada de outros dois criminosos. Todos estavam armados. Na troca de tiros, a mulher perdeu o controle do veículo, capotou e morreu.

Fabiola Menezes foi incluída numa lista de mulheres mortas apenas por serem lésbicas. A lista foi produzida por três estudiosas da Universidade Federal do Rio de Janeiro e divulgada por órgãos respeitabilíssimos como a Escola de Magistratura do Estado do Rio de Janeiro.

Em 2013, um travesti brasileiro morreu de infarto em Londres, Reino Unido: o Grupo Gay da Bahia tratou de qualificar a morte de Patricia Reigada como mais uma morte motivada por ódio aos homossexuais no Brasil. Em 2016, um travesti venezuelano morreu nas Ilhas Canárias, Espanha: o Grupo Gay da Bahia tratou de qualificar o assassinato de Lorena Reyes Mantila como mais uma morte motivada por ódio aos homossexuais no Brasil. Em 2018, um travesti brasileiro morreu em uma praia na Itália: o Grupo Gay da Bahia tratou de qualificar o falecimento de Rafaela Rotocalco como mais uma morte motivada por ódio aos homossexuais no Brasil.

A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal determina aos seus delegados que classifiquem a priori toda e qualquer morte ou suspeita de morte violenta de mulheres como “morte motivada por ódio às mulheres”, mesmo os casos de suicídio ou de desaparecimento (em que não se sabe sequer se a mulher morreu).

A Lei Sexista do Feminicídio, define — desde 2015 — como crimes motivados por ódio contra mulheres a todos os assassinatos de mulheres em que o assassino seja um parente da vítima.

Isto cria situações jurídicas tão esdrúxulas como a do seguinte caso: em novembro de 2019 uma menina de 10 anos de idade e um menino de 6 anos foram encontrados mortos em uma lagoa no Sergipe. As investigações apontam que as vítimas foram assassinadas ao mesmo tempo, que os assassinos foram a mãe e o padrasto das duas crianças. Os assassinos eram usuários de drogas e tinham se conhecido na cadeia. A lei brasileira trata o assassinato da menina de 10 anos como um “crime motivado por ódio às mulheres” e o assassinato do menino como um crime comum, o que estabelece penas previstas diferentes para os dois casos.

Porém, o uso destemperado que ativistas, legisladores e juristas têm feito das definições de “crime de ódio” não implica em que casos raros de assassinatos efetivamente motivados por ódio, preconceito e intolerância baseados em sexo (ambos os sexos) ou sexualidade (qualquer sexualidade) ou etnia (as diversas etnias) ou nacionalidade ou preferência clubística ou preferência religiosa ou aspectos semelhantes não existam. Um caso real fará aniversário de um ano no final deste mês.

RHUAN MAYCON: UM MENINO CUJAS ASSASSINAS DESEJAVAM QUE FOSSE UMA MENINA

Rhuan Maycon da Silva Castro era um menino de apenas 9 anos, que havia sido sequestrado pela própria mãe e pela namorada desta. Foi executado de forma imensamente cruel na noite de 31 de maio de 2019, mas antes de sua morte a criança havia passado por 4 anos do mais profundo martírio.

As assassinas o obrigavam a se vestir de menina; haviam amputado o pênis da criança a sangue frio; com o órgão genital amputado, o menino era forçado a simular “sexo lésbico” com a irmã de criação; em uma das acareações a assassina alegou que odiava o filho porque ele lembrava o próprio pai.

Rhuan não foi um marido morto por ciúmes, por possessividade ou por interesse financeiro, Rhuan não foi um menino morto porque fazia bagunça demais, Rhuan não foi um bebê morto porque a sua assassina estava embriagada. Casos como estes acontecem diariamente e nenhum deles deve mesmo ser tratado como assassinato “por motivo de ódio aos homens”, como feministas fazem com os assassinatos passionais ou por motivos financeiros contra mulheres.

O crime cometido há quase um ano por Rosana Auri da Silva Cândido e Kacyla Priscyla Santiago Damasceno Pessoa é um caso ímpar: Rhuan Maycon é um raro caso de pessoa que foi assassinada pelo ódio que suas algozes sentiam contra seu sexo. Rhuan foi, de fato, morto apenas por ser homem.

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