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A reação à publicação de um vídeo em que supostamente o vlogueiro PC Siqueira trocaria material pornográfico de uma criança de apenas 6 anos (fotos que teriam sido passadas pela mãe da criança ao influenciador) tem tido detalhes curiosos.

Acusações feitas na internet sobre supostos abusos sexuais cometidos por pessoas famosas ou não vêm se replicando desde movimentos virtuais como o #MeToo e o #Exposed. Estas acusações eventualmente vêm acompanhadas de prints, outras tantas vezes se baseiam apenas nas alegações da suposta vítima de abuso. Eventualmente as acusações tratam de fatos graves, como estupros. Outras vezes são relativas a atos banais, como convites para tomar café ou elogios à beleza (mas que são frequentemente reinterpretados como acusações graves sob o termo genérico “assédio”).

As acusações contra PC estão no campo das denúncias quanto a fatos mais graves, e pesa contra ele o fato de ter sido apresentada uma aparente prova: um vídeo de uma conversa de sua conta oficial de Twitter. Obviamente, tal prova precisa ser periciada e comprovada. Provavelmente o vlogueiro terá computadores apreendidos, o Twitter deverá ser acionado, e nada disso surpreenderia. É o que deve ser feito quando há suspeita fundada de abuso.

O que tem surpreendido a alguns é a resposta benevolente do setor progressista da internet às acusações feitas contra PC Siqueira, logo da ala que tende a ser mais ferrenha na pronta aceitação das milhares de denúncias feitas através de movimentos como #MeToo e #Exposed.

Este detalhe acabou ficando especialmente claro em um tuíte da jornalista e checadora da Revista Piauí, Marcela Ramos. Na mensagem, a checadora confessou que pela primeira vez torceu para que um acusado de abuso sexual seja na verdade a vítima (de falsa acusação). A jornalista fala em um “sentimento inédito” de que tudo seja mentira. Após críticas, a checadora profissional de informação deletou a postagem, mas esta já havia sido selecionada para ilustrar uma matéria do Ig.

Sem título

Marcella confessa o que muitos já sabemos. As alegações feitas por redes de acusações virtuais como #MeToo e #Exposed são, em geral, tratadas como verdadeiras a priori, mesmo quando as provas são menos substanciais ( e geralmente são ) do que as apresentadas contra PC Siqueira.

Não foi a única, o também vlogger e influencer Felipe Neto pediu prudência no caso do colega de profissão e disse que “aprendeu com erros do passado”. Pode ser sincero, mas precisaremos esperar um outro Neymar ou um outro Prior ou um outro Zé Mayer ser acusado, pra ver.

Diversas outras personalidades e usuários anônimos do Twitter estão manifestando preocupação com o julgamento precipitado contra PC Siqueira. Tomara que sejam preocupações sinceras, tomara que Marcella Ramos, Felipe Neto e tantos outros tenham mesmo aprendido que existem acusações falsas de abuso sexual, e que o “in dubio pro reo”, a necessidade de provas antes de definir punição contra um acusado, é um marco civilizatório. Tomara que não seja apenas por PC Siqueira ser um influente intelectual da esquerda progressista.

Se Marcella, Felipe e tantos outros realmente passarem a questionar TODAS as acusações feitas através do #MeToo ou do #Exposed, estamos melhorando. Se continuarem a se limitar a questionar acusações contra estrelinhas progressistas como Joe Biden e PC Siqueira, estamos na mesma.

3 pensamentos

  1. “PC Siqueira é o youtuber que não se envergonha de dizer que Stalin ‘matou foi pouco’. Mas, há sempre aquela gente que se revolta quando alguém elogia a ditadura militar (Ditadura esta que eu REPROVO), porém não tem a mesma capacidade de indignação quando se trata de seus tiranos prediletos.”

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  2. Esse duplipensar vai ser padrão dos “fact-checking” daqui por diante. E sem medo de serem acusados de hipócritas, mesmo quando confrontados com os prints, os quais acusarão como sendo “fake news”. Como diria o monge-zen, vamos ver…

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