Rio de janeiro, 10 de novembro de 2020

CLIQUE AQUI E SIGA QUEM A HOMOTRANSFOBIA NÃO MATOU HOJE? NO FACEBOOK

Raphael Silva Fagundes, um doutor em História e professor de Ensino Fundamental em escolas públicas do Rio de Janeiro, escreve para o portal de extrema-esquerda “Revista Fórum”. O rapaz publicou um artigo intitulado “Por que a direita gosta tanto de um estuprador?”

Raphael, como bom acadêmico de humanidades, abre o texto dizendo que partirá de uma perspectiva foucautiana. A partir daí cita os casos recentes de Robinho e Mariana Ferreira. Lembra que Robinho declarou apoio a Bolsonaro e que parte da ala direitista defende a absolvição de André Aranha com base no princípio civilizatório de que a condenação de um acusado depende de provas, provas que não existem de maneira alguma no caso em que a mulher acusa o milionário de tê-la estuprado.

O doutor Raphael não consegue demonstrar o seu ponto com um caso concreto sequer, tergiversa com verborreia acadêmica que inclui sentenças como “Antes da era cristã, os homens tinham medo da vagina”, mas não se lembra de nenhum caso de estuprador que seja amado “pela direita”, seja lá o que for o que o historiador tem em mente quando se refere “à direita”.

André Aranha não é estuprador, até que se prove o contrário. Tampouco é “amado pela direita”. O que parte dos brasileiros (e sim, boa parte se posicionando ideologicamente entre os liberais ou conservadores) defende é que uma pessoa não seja condenada sem provas contra ela. Tendo em mente o princípio civilizatório do in dubio pro reo, André é um mero acusado em um processo de estupro que até o momento parece encaminhar-se para a absolvição definitiva pela absoluta ausência de provas.

Todavia, lembramos sim de um caso recente de estuprador que se tornou ídolo nacional dentre os adeptos de determinada corrente ideológica. Não um mero acusado de estupro, sem que houvesse prova alguma contra ele. Não uma vítima de falsa acusação de estupro. Um estuprador e assassino, compravadamente estuprador e comprovadamente assassino.

No começo do ano um travesti com o mesmo nome do professor de história, o estuprador e assassino Rafael Tadeu de Oliveira dos Santos, se tornou ídolo nacional entre os progressistas ao se apresentar como vítima do encarceramento de pessoas trans em um programa de televisão.

Num primeiro momento, não se sabia o que tinha levado o homem a ser preso, mas poucos dias depois o caso foi elucidado: o travesti havia estuprado e assassinado um menino de apenas 9 anos de idade. Esquerdistas, que supostamente odeiam estupradores, abandonaram a simpatia pelo travesti? Alguns talvez, mas na mesma revista Forum, tivemos a publicação de três matérias sobre o estuprador, já depois de descoberto o motivo de que ele estivesse preso.

Nestas matérias, a revista Forum ataca as opiniões de quem CRITICA o estuprador e relativiza as provas do crime cometido pelo mesmo. Em uma delas, sobre declarações feitas pelo ex-ministro Weintraub, a Revista Fórum acusa o político de direita de “passar a manhã atacando a detenta trans” e diz que as informações de que o travesti foi preso por estuprar e matar uma criança são “boatos de redes sociais”.

Vejam que curioso: a Revista Fórum acusa “a direita” de amar estupradores, mas num caso prático em que um político de direita pede por penas mais severas que as atualmente previstas para estupradores, a mesma Revista Fórum chama a posição tomada pelo político de “ataque contra detenta trans” e relativiza até as provas de um estupro provado e confesso. Não será a esquerda (ou ao menos parte dela) quem tem demonstrado amar estupradores?

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s