Os idiomas do mundo ocidental estão sob franco ataque por parte dos ativismos LGBT e feminista e de seus agentes infiltrados em organizações estatais e supra-estatais. Um caso exemplar é uma recente lei canadense que obriga o uso do “gênero preferido pela pessoa” (inclusive “gêneros” até então inexistentes nos idiomas inglês e francês). A nova norma já levou à cadeia um pai que insiste em chamar sua filha adolescente utilizando pronomes como “ela/dela” e termos como “filha/menina” em vez de “ele/dele” e “filho/menino”, como a menina prefere.

Os ataques promovidos por alguns ativistas homossexuais e feministas, parte deles infiltrados em entidades normativas diversas como supremas cortes e associações médicas, não se limitam à obrigatoriedade de se referir a um sujeito de acordo com seus pronomes e desinências preferidos, e não por aqueles relacionados ao seu sexo de acordo com a língua vernácula. Ativistas também lutam pela obrigação do uso de novos termos, gêneros e desinências; pela proibição de outros; pela ressignificação de tantos mais.

Não há consenso no que diz respeito a que mudanças deveriam ser feitas: alguns ativistas propõem que a obrigatoriedade do uso de “passageiros e passageiras, permaneçam sentados e sentadas” seria suficientemente inclusivo ao passo que outros acreditam ser necessário que se diga “passageires, permaneçam sentades”.

A busca por legitimação técnica que justifique a imposição ideológica de uma minoria de ativistas – por meio das leis – contra toda uma maioria de cidadãos é modus operandi recorrente na busca por obrigar à adoção de uma espécie de novilíngua de gênero em cada um dos idiomas oficiais de países ocidentais.

Eu sei que 2+2=4, você sabe que 2+2=4, o ativista sabe que 2+2=4. Mas se o ativista conseguir infiltrar um número suficientemente grande de representantes numa “Academia Nacional de Matemática”? E se a tal “Academia Nacional de Matemática” emitir uma declaração dizendo que a partir de hoje 2+2=5? Com base neste documento, ativistas poderiam pressionar a Suprema Corte ou o Senado a instituir uma lei que obrigue a calcular que “dois mais dois é igual a cinco” e uma punição – severa – contra todo aquele que insistir na repetição de que 2+2=4 com a mesma convicção que afirma que 4-2=2.

Obviamente o sucesso nessa empreitada atingiria todos os sistemas que dependessem da correção aritmética: desde a definição do valor a ser dado como troco do sorvete comprado na padaria até a correta mensuração da proporção de sacos de cimento para baldes de areia num trabalho de engenharia civil.

Esta tem sido a estratégia (eventualmente bem sucedida) de alguns ativistas no que diz respeito aos ataques recentes e recorrentes ao idioma. Decisões tomadas de cima pra baixo têm causado óbice às próprias liberdades de expressão e pensamento, bem como afetado as estruturas sociais que dependem diretamente dos elementos idiomáticos atacados (como – por exemplo – a questão sobre se um homem como o Tiffany do Bauru deve ou não jogar na liga feminina de Vôlei).

Recentes documentos publicados pela Academia de Letras da Argentina, pela Academia Real da Espanha e pela Academia Nacional (Argentina) de Educação mantiveram pé firme e posições recentes contra o ataque coordenado à Língua Espanhola, especialmente no tocante à adoção de “gênere neutre”.

Na última segunda-feira, Jose Maria la Greca, presidente da Academia Nacional de Educação, da Argentina, publicou um documento do qual se destaca que “As estruturas linguísticas do espanhol não devem ser forçadas a se tornarem espelho de uma ideologia, já que a gramática espanhola que estudamos não restringe a liberdade de nos expressarmos ou de interpretar o que os outros expressam”. O documento vem em apoio à posição já defendida algumas vezes pela Academia Argentina de Letras.

Em artigo sobre o tema, a presidente da Academia Argentina de Letras, Ana María Zorrilla, declarou que “Uma linguagem, um corpo linguístico, não pode conscientemente se inventar ou se reinvente durante a noite”. O presidente anterior da instituição, José Luis Moure, já havia publicado nota destancado, entre outras coisas, o fato de que as mudanças propostas por algumes ativistes feministes e homossexuales são investidades de cima para baixo, não emanadas dos desejos da maioria dos falantes do idioma.

É neste sentido também que se posicionou a Real Academia Espanhola , respondendo a uma solicitação da vice-presidente espanhola, notória ativista das causas feministas. A política peticionou à RAE por um “estudo” sobre o uso do gênero masculino predominante na constituição do país.

A RAE produziu um extenso documento rechaçando a tese de que o uso do masculino é machista ou pouco inclusivo: “Os falantes são os donos da língua e não se deve atribuir esse papel às instituições, sejam elas políticas ou culturais. Precisamente por isso, a consciência linguística dos falantes de espanhol deve ser invocada para descobrir se em nossa língua são inclusivos ou não os termos masculinos que aparecem “Ela e eu somos amigos”, “Os deveres dos funcionários públicos”, “A casa dos meus pais” ou “Todos são iguais perante a lei”. Seria dificilmente democrático argumentar que falantes nativos não sabem se esses termos são inclusivos ou não – ou, pior ainda – negar a eles a capacidade de determiná-lo e compreender que devem ser os poderes públicos a decidir, em virtude de seu compromisso com a igualdade de homens e mulheres em todos áreas da sociedade”, respondeu a Real Academia Espanhola.

Olé!






			

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