Daniel Reynaldo
11 de julho de 2021


Em dezembro de 2019 a prefeitura da cidade de Campos Mourão divulgou sua lista de diretores das unidades de educação do município: 26 dos 27 novos diretores eram mulheres. A diretoria do Conselho Federal de Nutrição tem 18 membros entre efetivos e suplentes, apenas 3 são homens. Dos 18 membros do Conselho Federal de Serviço Social, 17 são mulheres. Dos 6 membros da diretoria do Coren-RJ, apenas um é homem: a imensa maioria do plenário é feminina.

Poderíamos brincar disto até amanhã, mas vamos parar por aqui. O que estas prevalências desproporcionais indicam? Sexismo contra homens? Privilégio em favor das mulheres?

Ao contrário do que ativistas feministas ou ativistas racistas negros fingem supor, em qualquer aspecto social é esperado que haja disparidades demográficas, e elas podem não se originar de preconceito algum e de nenhuma relação de privilégio e opressão.

Thomas Sowell fala sobre a falácia da relação entre “desigualdade” e “opressão”.

Quem mora no Rio de Janeiro sabe como é desproporcional a distribuição de flamenguistas e tricolores pela cidade, a depender da nobreza da região. Ninguém ousaria afirmar (creio eu) que vivemos numa sociedade flamengofóbica ou que privilegia tricolores, apenas com base no fato de que – no Rio – tricolores concentram-se entre os ricos e flamenguistas concentram-se entre os mais pobres.

Nutrição, serviço social e pedagogia são profissões que geram desproporcional interesse em mulheres. Não há lei alguma proibindo homens de prestarem vestibular para estas carreiras, assim como não há nenhuma dificuldade externa colocada sobre as mulheres que desejem carreiras distintas. Talvez por mero mimetismo social, talvez por instintos enraizados por milênios de evolução da espécie (veja mais sobre esta hipótese no magnífico documentário abaixo) homens tendem a preferir algumas atividades, mulheres outras, isso inclui a escolha profissional, e é natural que isto se reflita nas composições de mesas diretoras de atividades como nutrição ou enfermagem ou pedagogia.

Documentário apresentado por humorista e cientista social norueguês investiga: por que homens e mulheres preferem atividades distintas entre si?

MESAS DIRETORAS DE ASSOCIAÇÕES FUTEBOLÍSTICAS: FEMINISTAS VEEM O PELO EM MAIS UM OVO

Para quem só tem martelo, tudo é prego; para quem só tem a ideologia de ódio feminista, tudo é machismo.

O futebol é um esporte – em todo o mundo – quase que exclusivamente praticado por homens e de quase exclusivo interesse popular masculino. São homens a imensa maioria dos frequentadores assíduos de estádios de futebol. São masculinos os campeonatos mais emocionantemente disputados e que geram o maior interesse público. São homens a imensa maioria das pessoas que alugam horas em campos de grama sintética para se divertir com os amigos no fim de semana. São meninos a imensa maioria das crianças que acham suficientemente divertido passar a tarde inteira chutando uma bola de borracha contra o muro quando ficam de castigo sem poder brincar na rua. Mulheres e meninas estão permitidas a fazer todas estas coisas, mas raramente as fazem.

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Tentativas recentes de formar equipes e campeonatos femininos na marra resultaram em partidas com placares vexatórios de 56 a 0 ou 29 a 0. Isso porque o interesse popular feminino é tão minusculamente pequeno que quando um clube mais rico consegue reunir 11 mulheres que saibam que a bola é aquele negócio redondo feito de couro sintético e que é preciso chutá-la em direção àqueles pedaços de ferro fazendo um retângulo não sobra atleta nenhuma disponível pra montar a equipe adversária.

Novamente, não há impedimentos (ao menos não nas modernas sociedades ocidentais) para que mulheres pratiquem o esporte, mas – desde a mais tenra infância – este tende a não ser o interesse da maioria delas.

Os motivos podem, novamente, ser de repetição cultural ou de menos apreço feminino por atividades competitivas. Esta discussão não cabe aqui, o fato é que mulheres são raras na base do mundo futebolístico: nos campinhos do bairro, nas quadras de atividades esportivas das escolas, nas peladas jogadas no meio da rua com chinelos de borracha improvisando traves, nas arquibancadas dos grandes estádios e… nas mesas diretoras de clubes e federações.

Sendo a cultura futebolística quase que exclusivamente masculina, não é de se espantar que os bastidores do esporte reflitam esta disparidade de interesse. As diretorias da CBF, das federações estaduais e dos clubes de futebol são tão majoritariamente masculinas quanto a parcela da população interessada e envolvida com futebol no país. E ativistas da ONG feminista Gênero e Número (saiba mais sobre o ativismo desta ONG clicando aqui) já elegeram esta “desigualdade” como mais nova “prova” da “opressão” sofrida por mulheres em nossa sociedade.

Página de ONG feminista destaca que “apenas” 1 em cada 50 gestores de clubes de futebol são pessoas do sexo feminino. ONG é famosa por dados manipulados de “desigualdade” de “gênero”.

Não se espantem se a bancada feminista conseguir em breve, e sem qualquer objeção do resto do Congresso ou do Presidente da República, mais uma cota sexista obrigando clubes e federações esportivas, entidades privadas, a submeter um percentual mínimo de cadeiras destinadas a mulheres em suas mesas diretoras.

Ahhhh, mudanças na composição das mesas diretoras de entidades onde mulheres dominam? Não espere por isso, meu amigo.

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