Daniel Reynaldo
12 de julho de 2021


Se não fosse pelas câmeras de segurança, os policiais militares estariam encrencados. Toda a narrativa estava perfeitamente redigida, tinha tudo para ser mais um episódio de crime de ódio motivado por intolerância contra homossexuais, com os policias sendo demonizados na mídia, punidos sem chance de defesa por um judiciário viciado e tudo mais. As marcas no rosto da mulher eram evidentes: hematomas na testa, nos olhos e nos lábios.

Um print compartilhado pelo Tenente-Coronel Bruno, da Polícia Militar de Goiás, indica que a moça já teria publicado um relato no Instagram no qual alegava ter sido brutalizada pelos policiais e ter sofrido pesadas ofensas #lesbofóbicas. O texto continha menções a projetos de lei contra a homofobia e ameaças contra os policiais.

Mas desta vez havia câmeras de segurança. Câmeras de segurança são foda. Tu bobeou na frente delas, elas te desmentem.

Filmagens da câmera de segurança da delegacia para onde a mulher foi levada mostram a detida batendo fortemente com a própria cabeça contra parede. Dessa vez ficou difícil sustentar a narrativa.

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Segundo os policiais a viatura teria sido chamada para resolver um bate-boca (provavelmente entre ela e a namorada, já que ela foi enquadrada na Lei Sexista Maria da Penha). Segundo testemunhas, a mulher passou a agir violentamente após conversar com uma moradora por alguns instantes. Os agentes da lei chegarem ao local e encontraram a lésbica ensandecida, atentando contra a própria segurança e contra o patrimônio alheio: destruiu parte da viatura e conseguiu a façanha de quebrar a algema com a qual havia sido contida.

O perfil da mulher indicada pelo Tenente-Coroneel no Instagram parece ter sido deletado, ainda há perfis em outras redes sociais com o mesmo nome e fotos da mesma mulher, mas não fazem menção ao evento.

Segundo informações do Tribuna Online, ela foi autuada em flagrante pelos crimes de perseguição (na forma da Lei Maria da Penha), resistência e dano ao patrimônio público. A agressora foi encaminhada ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Colatina.


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